Assassino: Primeiro Alvo, é um filme sobre vingança, sobre os nossos tempos tão confusos e indefinidos, onde cenários de guerra e violência podem ser a sua cidade, sua rua, sua casa. Os ataques vão de bombas, armas brancas, a um automóvel utilitário. Vivemos no estado do medo, medo do outro e o outro nem sempre é o “estrangeiro”.

Dylan O’Brien, está muito bem como o herói de ação, silencioso e sem respeito pela autoridade. Após sua primeira ação de vingança pelo assassinato de sua noiva em Ibiza, realizado por uma célula terrorista, ele é recrutado pela CIA. Sua supervisora Irene (Sanaa Lathan) o coloca sob o comando de Hurley, um veterano da guerra fria (vivido por Michael Keaton, que fica cada vez mais interessante como ator, conforme envelhece), o treinamento violento para se tornar um assassino, acaba aproximando os dois e se estabelece entre eles uma relação de mestre e aprendiz.

Assassino: Primeiro Alvo

Dirigido pelo competente Michael Cuesta, diretor também de séries para TV como a notável “Homeland”, ele consegue realizar um filme seguro de suspense e ação, com estilo, que prende a atenção como bom entretenimento.

O roteiro assinado por Stephen Schiff, Marshall Herskovitz, Ed Zwick e Jack Reacher, atualiza o mundo da espionagem para os tempos de pânico por causa do terrorismo internacional, inclusive citando nomes da atualidade como o governo iraquiano pós-Saddam Hussein, ao Hezbollah, ao Hamas Irã e de Israel, há referências ao governo iraquiano pós-Saddam Hussein, ao Hezbollah, ao Hamas e Israel.

A novidade é que apesar da química que rola entre as personagens Mitch (O’Brien) e sua parceira Annika (Shika Negar), o romance não acontece, como é comum em filmes do genero. Não é a proposta do filme, já que todas as personagens estão ali cheias de ressentimentos assassinos contra outras pessoas, políticos do seu próprio governo, nações inteiras e grupos étnicos.

Assassino: Primeiro Alvo

Através da personagem “Ghost” (Taylor Kitsch), os roteiristas tentam mostrar que as questões que envolvem ações terroristas, são mais complicadas, do que as aparentes rivalidades geopolíticas demonstram. Monstros criados por um complexo sistema político-militar-industrial, para eliminar o “inimigo”, se voltam contra o próprio sistema. Todos querem vingança, do outro lado querem se vingar contra os Estados Unidos e Israel, em uma fala de Ghost com um iraniano de alta patente, ao fecharem o acordo ele diz, “agora você pode matar tantos judeus quanto você quiser”. Como diria Mahatma Gandhi, “num mundo de olho por olho e dente por dente o mundo acabará cego e sem dentes”.