Dirigido por Rupert Sanders, Ghost in the Shell é um filme de ação e ficção científica lançado em 2017 e estrelado pela talentosíssima Scarlett Johansson.

A história se passa num mundo pós 2029, onde a tecnologia já está avançada o suficiente para humanos e computadores se fundirem facilmente. A ciborgue Major é o centro da trama e sua experiência militar a deixa de frente no comando de um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos.

Separamos algumas curiosidades sobre esse longa que causou polêmicas e dividiu opiniões desde o início de sua produção:

1Ghost in the Shell: Mangá de Masamune Shirow

O longa é baseado no mangá homônimo de influências cyberpunk, criado por Masamune Shirow. Em 2002, foi lançada uma continuação intitulada Ghost in the Shell 2: Man/Machine Interface.

2Ciborgue Major estrelado por Margot Robbie

Primeiramente, Margot Robbie foi cotada para protagonizar o papel da ciborgue Major. Após a confirmação da atriz para assumir o papel de Arlequina, em Esquadrão Suicida, Scarlett Johansson assumiu o posto com uma oferta de US$ 10 milhões feita pela DreamWorks.

3Disputa pelo personagem Batou

O papel do personagem Batou também sofreu alterações de elenco. De acordo com o The Wrap, Matthias Schoenaerts (“Ferrugem e Osso”) foi cotado primeiramente. Mas quem assumiu o posto foi Pilou Asbæk, que contracenou com Scarlett no longa “Lucy”.

4Adaptação do vilão

Originalmente, o vilão do filme deveria ser o hacker antagonista da primeira temporada de Ghost in the Shell (Stand Alone Complex – 2002), Laughing Man. Mas foi alterado para o líder dos criminosos e extremistas mais perigosos da cidade, conhecido como Hideo Kuze, tornando a trama mais pessoal para a personagem Major. Sam Riley (“O Vale Sombrio”) iniciou as negociações do papel. Porém Michael Pitt também estava na briga.

5Fotografia em Hong Kong e Nova Zelândia

A fotografia do filme aconteceu em Wellington, Nova Zelândia. Passando também por Yau Ma Tei e Jordan, em Hong Kong.

6Bilheteria baixa e alto custo de produção

Ghost in the Shell teve uma bilheteria mundial de US$ 169,8 milhões, contrastando com seu orçamento de produção, nada baixo, diga-se de passagem, de US$ 110 milhões. Os custos com a produção do longa sofreram muitos problemas devido a obra não ter um apelo muito grande fora do círculo de fãs do mangá.

7Apelo estético divulgado nas ações promocionais

A DreamWorks e Paramount tiveram alguns desentendimentos com relação a divulgação do filme, que foi bastante controversa. Os vídeos promocionais do longa tiveram mais apelo estético do que sobre o conteúdo da trama, o que também contribuiu para esfriar os ânimos de quem estava interessado em assistir a adaptação.

8Acusações de “whitewashing”

As adaptações anteriores do personagem Motoko Kusanagi (Major), fidelizaram a obra original, sendo uma mulher japonesa. A escolha de Scarlett Johansson como protagonista, teve duras críticas dos fãs que julgaram a decisão da produção como uma prática conhecida como “whitewashing”. O embranquecimento da história ao abrir mão de uma protagonista oriental foi uma das grandes críticas que a Paramount tentou dar a volta por cima.

Kyle Davies, chefe de distribuição da Paramount, defendeu a escolha do elenco e criticou a controvérsia da crítica:

“Você está sempre tentando encurralar essa agulha entre honrar o material de origem e fazer um filme para uma audiência em massa. Isso é desafiador, mas claramente os comentários não ajudaram.”

A empresa lançou um app para os fãs usarem uma foto própria e disseminar a hashtag #IAmMajor, numa tentativa de esfriar as acusações negativas à escolha do elenco. Mas acabou viralizando de forma irônica, atrapalhando ainda mais – veja:

9Lola VFX

Inicialmente, a Lola VFX, empresa responsável pelos efeitos em “O Curioso Caso de Benjamin Button”, foi encarregada de gerenciar testes de efeitos visuais para que os atores brancos parecessem mais asiáticos. O resultado foi rejeitado imediatamente após a revisão, mas não impediu de colocar mais fogo no caldeirão negativo do longa.

10Ghost in the Shell e seus incríveis sologramas

A cidade de New Port, de Ghost in the Shell, possui uma paisagem futurista com altos anúncios de holograma denominados “sologramas”. O Moving Picture Company, equipe responsável pelos efeitos visuais, criou uma biblioteca de edifícios futuristas e rodovias repletas de multidões e veículos simulados. Os sologramas ficavam entre os altos arranha-céus. O MPC já ganhou o Oscar por melhor efeitos visuais em “Mogli: O Menino Lobo”. E para Ghost in the Shell, a empresa produziu cerca de 372 sologramas e outros hologramas para preencher a cidade. Além de desenvolver novos softwares e ferramentas para reconstruir, processar e manipular a enorme quantidade de dados 3D gerados .

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11A “camuflagem termopática” de Major

A cena de destaque do anime original de 95 é de uma luta que acontece num pátio inundado, com uma incrível paisagem urbana futurista em segundo plano. O filme recria a cena, criando um fundo cheio de efeitos tecnológicos. Além do efeito de invisibilidade, chamado no filme de “camuflagem termopática” usado pela personagem de Johansson. Veja algumas fotos divulgadas dos bastidores com o antes e depois da pós-produção.

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12Cenas inspiradas no mangá

Outras cenas icônicas são reproduzidas no longa. Uma delas é a sequência na qual o corpo cibernético da Major está montado numa cuba de líquido.

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