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De la Espriella questionou o PEC e disse que trabalhará para garantir que Timochenko fique “na prisão perpétua”

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Abelardo de la Espriella questionou o PEC, criticando os privilégios concedidos ao ex-líder das FARC e prometendo que trabalhará para garantir que Timochenko fique “na prisão perpétua”. – crédito @ABDELAESPRIELLA/X

Em pleno processo de transição para o Governo que terá início no dia 7 de agosto, o presidente eleito, Abelardo de la Espriella, confirmou o seu discurso perante a Jurisdição Especial para a Paz (JEP), e declarou que uma das prioridades da sua administração é a destruição do que considera ser um modelo de impunidade obtido com a paz.

Durante o seu terceiro discurso como presidente eleito, este advogado garantiu que a sua equipa tem trabalhado desde a tomada de posse para preparar os decretos e reformas para mudar a política de paz e justiça no país. Nesse caso, Dedicou parte de seu discurso a questionar o trabalho da JEP e o tratamento que receberam os ex-comandantes das FARC, como disse.

Abelardo de la Espriella questionou a JEP e garantiu que promoverá o movimento para responder de forma mais dura ao julgamento de Timochenko. – Assembleia de Informações de Crédito (Colprensa)

Uma das seções mais fortes do discurso foi dirigida a Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko, o extinto comandante das FARC.

O presidente eleito prometeu que assim que assumir o cargo promoverá o movimento para devolver os guerrilheiros à prisão. “Aquele bandido do Timochenko merece prisão perpétua, vou trabalhar. Não há forma oficial de esconder o facto de que os crimes de guerra e os crimes contra a humanidade cometidos pelos líderes das FARC continuam impunes”, afirmou.

Ele confirmou no seu discurso que é inaceitável que ex-membros da guerrilha participem em actividades internacionais enquanto as vítimas ainda aguardam julgamento, na sua opinião.

Além disso, questionou também se os ex-combatentes podem viajar para o estrangeiro e descreveu estas saídas como uma continuação da chamada “diplomacia de guerrilha”.

Enquanto Petro e Cepeda promovem a rebelião contra o que dizem as pesquisas, os gangsters que matam, estupram e enchem o mundo de cocaína agem com calma em sua viagem internacional. (…) Claro que isso não pode ser tolerado”, afirmou.

Timochenko compartilhou na rede que ouviu a música de Shakira durante seu tempo na guerra de guerrilha - crédito Colprensa
Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, foi o principal alvo das críticas do presidente eleito durante seu discurso. – Crédito Colpresa

O presidente eleito questionou o papel do PEC

As críticas de De la Espriella não foram dirigidas apenas aos ex-líderes das FARC. Também atacou o Tribunal Especial de Paz, criado após o acordo de paz de 2016 para investigar e punir os crimes mais graves cometidos durante o conflito armado.

Segundo o presidente eleito, Tornou-se um cenário onde o poder favorece a impunidade e protege os considerados responsáveis ​​pelos crimes.

Nesse sentido, disse: “Hoje vemos o criminoso chamado Timochenko fazendo uma viagem internacional com o salvo-conduto de quem pretende limpar seus crimes na forma da justiça, a PEC”.

Da mesma forma, ele levantou outras questões sobre o julgamento, garantindo que, Segundo sua explicação, a organização oferece segurança para pessoas próximas ao presidente em exercício, Gustavo Petrono conflito político que ocorreu após a eleição presidencial.

Durante o discurso, ele disse: “O PEC dá abrigo às famílias dos perdedores que não aceitam os resultados eleitorais e promove a falsa desobediência civil.“.

PEC - Abelardo de la Espriella
Abelardo de la Espriella levantou sérias questões contra o Tribunal Especial de Paz e o seu papel no processo de justiça transicional. – Créditos visuais de IA

As críticas ao PEC acrescentaram uma nova mensagem sobre a política criminal que pretende implementar desde o início da gestão.

Segundo De la Espriella, O próximo Governo dará prioridade à segurança, fortalecendo a Força do Estado e tomando medidas duras contra as organizações criminosas..

No mesmo discurso, lembrou que a sua equipa tem trabalhado desde a transição no decreto que, segundo ele, vai procurar mudar o rumo da segurança nacional, restaurar a confiança nas instituições e combater o crime organizado.

Além disso, Ele insistiu que seu regime acabaria com o que chamou de “impunidade total”. expressão que utilizou em anteriores intervenções públicas para se referir às políticas do Governo cessante.



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