Madri, 14 de julho (EFE). A Rapid Spanish Foundation (FundéuRAE), apoiada pela Agência EFE e pela RAE, explica que os advérbios de localização “fora” e “fora” se alternam no uso, mas o uso de um ou de outro é mais frequente dependendo da área geográfica.
Portanto, você verá no noticiário, como em “Já tem festa fora do estádio de Dallas”, “Decisão da Suprema Corte joga a bola de novo”, “Podemos ver melhor de fora” e “Qual será a primeira empresa construída fora da Terra”, todos são válidos.
Segundo o “Dicionário Pan-Hispânico de Incerteza”, esses advérbios significam ‘fora de um lugar’ ou ‘fora de um lugar’, dependendo do contexto, e baseiam-se no complemento de “de” que indica o lugar de que se trata, que pode ser declarado ou implícito. Na América, “fora” é preferido quando este preenchimento não tem sentido (“… a bola é lançada novamente”) e seu uso é legal mesmo que seja óbvio (“… fora do estádio em Dallas”). Em Espanha tendemos a escolher “fora” em todas as situações (“Vemos melhor de fora”, “…construído fora do solo”).
Por outro lado, deve-se levar em conta que, de acordo com o trabalho acadêmico mencionado anteriormente, “fora de” pode ser precedido pelas preposições “o”, “de”, “para”, “para”, “para” ou “para”, mas não as preposições “para”. Portanto, o correto é “da porta para fora” ou “da porta para fora”, e não “da porta para fora”.
Por fim, cabe acrescentar que a locução preposicional “fora de”, que tem o significado de ‘exceto’, ‘além’ ou ‘sem’, não é construída com “fora de”. Assim, pode-se dizer de uma pessoa que “ela é inofensiva”, mas não “não há perigo”.
A FundéuRAE (www.fundeu.es), apoiada pela Agência EFE e pela Real Academia Espanhola (RAE), tem como objetivo principal o bom uso da língua espanhola nos meios de comunicação. EFE















