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Petro acusou que existe uma “organização criminosa internacional” operando na Colômbia, onde ele tem lutado

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Bogotá, 20 de julho (EFE).- O presidente cessante da Colômbia, Gustavo Petro, acusou esta segunda-feira que existe uma “organização criminosa internacional” operando no país com criminosos de 38 países que estão presentes em cidades como Medellín e Bogotá e brigou com o Executivo.

“Agora existe uma organização criminosa internacional (…) obtivemos 38 nacionalidades diferentes em Medellín e Bogotá”, disse Petro durante seu discurso no Congresso que lançou a nova era da sessão ordinária que monitorou seu mandato.

O presidente colombiano acrescentou que durante o seu regime foram libertados criminosos de pelo menos 38 países que não revelou e questionou que a maioria deles fazia parte do que chamou de “junta do tráfico de drogas”, que, segundo ele, opera a partir de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

“Como é que uma multinacional que vive no Dubai lida com isso ou vive isso? Porque os mísseis levaram-no a correr para Paris ou Miami, etc.”, disse Petro, referindo-se à guerra no Irão que se espalhou para outros países do Golfo Pérsico.

Durante a avaliação das questões de segurança, o presidente, que deixará o poder em 7 de agosto, quando o presidente eleito, Abelardo de la Espriella, destacou também o aumento do salário dos soldados regulares e auxiliares de polícia, que passou de 300.000 pesos (cerca de 93 dólares) em 2022 para 1.750.6295 dólares.

“Ser militar, patrulheiro, ter a dignidade de um salário é fundamental. E não pode ser chamado de desperdício. Claro que é uma despesa, mas um investimento”, assegurou.

Durante o seu discurso, Petro não se referiu diretamente à política de “paz total” implementada pelo seu governo, que incluiu negociações com vários grupos armados que operam na Colômbia, incluindo o Clã do Golfo, a maior gangue criminosa do país, e as guerrilhas do Exército de Libertação Nacional (ELN).



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