Um juiz ordenou Vigilância Sanitária Nacional interromper a inspeção por Fábrica de licores de Antioquia, FLAem plena entrada da instituição governamental que emitia o controle relacionado aos recursos destinados à saúde.
A decisão foi tomada por meio de medida tutelar e representa um revés para o Supersalud, departamento liderado pelo ex-prefeito de Medellín. Daniel Quintero. Além de parar a diligência, o juiz mandou corrigir as informações divulgadas pela Superintendência, que se opôs à fiscalização da venda de bebidas alcoólicas.
De acordo com a notícia publicada pela Rádio Azulproteger o bom nome e honra da empresa Antioquia, que se tornou guardiã após considerar que as ações da Supersalud excediam sua autoridade e afetavam a reputação do público.

A inspeção realizada no final de junho gerou um conflito jurídico e administrativo acirrado. A Supersalud acusou funcionários da FLA de obstruir o controle dos recursos de saúde, situação que levou a empresa a anunciar uma denúncia criminal.
O ex-gerente da Fábrica de Bebidas Antioquia, Estevão Ramoscomemorou a decisão judicial e garantiu que a empresa ficou protegida até o fim da gestão.
“Protegemos o bom nome e a honra de uma empresa que é patrimônio de todos os antioquinosRamos disse.
O ex-diretor frisou que a proteção da FLA se baseia na legitimidade, nas instituições e na proteção do patrimônio público. Disse também que a venda de bebidas alcoólicas é um dos negócios preferidos dos antioquianos.
“Protegemos o grupo mais querido de Antioquia até o último dia de nosso governo”, acrescentou Ramos.
A ordem de correção é um dos pontos mais sensíveis da ordem, pois obriga a Supersalud a corrigir a versão que a FLA contestou à auditoria. Para a empresa, esta afirmação afetou a sua imagem e foi apresentada como um obstáculo que, segundo a sua posição, é uma defesa legal contra pedidos que considera inaceitáveis.

O confronto começou quando a Supersalud patrulhava a Companhia de Álcool de Antioquia. A agência afirmou que tem autoridade para revisar informações relacionadas aos recursos de saúde, enquanto a FLA afirmou que algumas disposições são inconsistentes com as responsabilidades da Superintendência.
A loja de bebidas ajuizou ação de proteção e contestação, após pedido da Supersalud de informações confidenciais de estoque comercial. Com estes argumentos, solicitou a intervenção judicial para encerrar o processo e proteger os seus direitos.
Depois disso, um juiz suspendeu temporariamente a patrulha como medida de precaução. Agora, com decisão do tutor, foi ordenada a paralisação da atividade e a correção da informação divulgada sobre a oposição da empresa à auditoria.
As pressões administrativas também tiveram um efeito interno na FLA. A tensão causada pela fiscalização e pela atuação do Supersalud resultou na demissão de Esteban Ramos do cargo de gerente de bebidas.
A decisão do tribunal permite o debate fundamental sobre os limites da autoridade do Supersalud, a proteção das informações empresariais e o controle dos recursos públicos relacionados ao setor saúde. Atualmente, a FLA recebe uma boa decisão para proteger sua reputação, caso o Administrador deva aceitar a suspensão e corrigir as acusações solicitadas.















