A Comissão Europeia propôs na quarta-feira promover a cultura como um ativo na Europa ao abordar os principais desafios que afetam a indústria cultural e as restrições à liberdade artística ou à atividade comercial no setor.
“Esta é a próxima estratégia da União Europeia”, afirmou o comissário da Intergeracionalidade, Juventude, Cultura e Desporto, que tem reforçado o compromisso político com a cultura, melhorando o diálogo entre investigadores culturais e promovendo a melhoria das condições de vida no domínio do trabalho.
Micallef explicou que o investimento na cultura reforça o conforto, os valores e a competição, realçando valores como o acesso, a unidade ou a democracia, num momento em que o poder está a subir na Europa.
Tudo com a ideia de que esta estratégia com diversas ações conduz à abordagem cultural do executivo europeu e à proteção e fortalecimento dos valores e direitos culturais europeus.
Entre as ações concretas, Bruxelas trabalhará para uma declaração secreta com o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu para colocar a cultura no centro da política europeia. Prevê o desenvolvimento de uma carta europeia dos artistas para estabelecer condições justas para os trabalhadores culturais, bem como o estabelecimento de um prémio artístico para o artesanato europeu e o diálogo com os intervenientes culturais.
Para acompanhar a evolução do ambiente cultural e criativo, com especial enfoque no panorama artístico, o executivo europeu irá preparar um relatório sobre o estado da cultura na UE.
Bruxelas planeia criar um centro cultural da UE e uma rede de agências culturais juvenis para melhorar o acesso à cultura através do quadro da cultura nacional e do património cultural. A Comissão Europeia pretende também publicar uma estratégia sobre a utilização da inteligência artificial nos setores culturais e criativos.















