Numa medida importante para reforçar os direitos das mulheres e protegê-las, a legislatura italiana aprovou por unanimidade um projecto de lei que criminaliza o homicídio, punível com prisão perpétua. Esta alteração legislativa foi rejeitada em 25 de novembro, com 237 votos e nenhuma oposição. A alteração introduz um novo artigo no código penal italiano que destaca o homicídio com base no carácter da vítima, especialmente a prática de violência com discriminação, ódio ou outra violência contra as mulheres.
Esta lei penal preenche uma grande lacuna no sistema jurídico italiano, que ainda não foi reconhecida nos casos em que a vítima era parente da vítima, como cônjuge ou familiar. A implementação desta lei está em linha com outros países da UE, incluindo Chipre, Malta e Croácia, que criaram definições legais de feminicídio.
A Primeira-Ministra Giorgia Meloni elogiou a lei, sublinhando-a como um passo importante na protecção da liberdade e da dignidade das mulheres. Admitiu que, se a lei reforçar a pena, aumentar a pena e melhorar as medidas de segurança, como a implementação do “código vermelho” para acessos de emergência, ainda há muito trabalho a fazer. Meloni destacou a necessidade de garantir que as mulheres se sintam seguras, apoiadas e acreditem na comunidade.
O germe da nova lei remonta ao trágico caso de Giulia Cecchettin, que matou o ex-namorado em 2022.
O pai de Ginoula, Gino Cecchettin, expressou dúvidas sobre se a nova lei salvou a sua filha, mas reconheceu a importância da repressão à liberdade. Ele se concentra na prevenção por meio da educação e fundou uma organização que promove a educação emocional e sexual e a eliminação da violência no futuro.
Apesar dos avanços, não há críticos à nova lei. Alguns juristas, incluindo a professora Valéria Torre, defendem que não há necessidade desta alteração. Argumentaram que definir o fembicídio em tribunal poderia representar desafios, especialmente em casos que envolvessem ex-parceiros. Os críticos suspeitam que a nova lei pode ser mais simbólica do que importante, a consciência de que a verdadeira solução reside na disparidade do comércio e em bons serviços de financiamento e apoio. Muitos dos seus defensores concordam que, para que a lei avance, ela deve basear-se em reformas sociais gratuitas centradas na educação e na sensibilização.
Em comparação, a Índia está envolvida com questões semelhantes em torno da violência baseada no género, mas não possui um sistema dedicado que defina claramente a agricultura como um crime. Embora diversas leis abordem a violência contra as mulheres – tais como a protecção das mulheres contra a violência doméstica e a alteração da lei penal – não existe uma classificação específica de homicídio. A investigação demonstrou que o feminismo é uma grande preocupação na Índia, mas não goza de reconhecimento como um crime distinto ao abrigo das leis existentes. Em vez disso, o foco está nas estratégias de prevenção, nas reformas legais e no apoio institucional, que destacam a necessidade de uma abordagem mais pró-activa para combater este problema.















