A análise genómica do que é conhecido como “mosquito subterrâneo de Londres” revelou que a variante “Culex Molestus” estava presente nas regiões do Mediterrâneo e do Médio Oriente.
Durante muito tempo, livros científicos e literários populares acreditaram que este comércio de mosquitos surgiu no mundo subterrâneo de Londres e do norte da Europa, há dois séculos, a partir da forma de ‘Culex Pipiens, que remove pássaros. Os mosquitos foram notados durante a Segunda Guerra Mundial, quando aumentaram na capital inglesa, o que fez com que fossem interpretados como uma evolução emblemática do ambiente recente. Segundo a explicação fornecida pela UCo, este trabalho rejeita esta teoria e situa a sua verdadeira origem a uma grande distância temporal e geográfica do primeiro sistema da Europa.
Os autores do artigo científico, liderados pelas professoras associadas Carolyn Carolyn McBride e Yuki Haba, enfatizaram que as evidências religiosas contradizem antigas crenças. A equipe obteve esses resultados após analisar 12 mil amostras de diversas amostras de mosquitos ‘Culex Pipiens’ de diversas partes do planeta, graças ao trabalho internacional de quase 150 sociedades. O objetivo é refletir bem sobre as diferenças religiosas e geográficas das espécies.
O trabalho indica que o «Culex Pipiens Motestus» tem sido associado a populações humanas há mais de mil anos, provavelmente no primeiro assentamento agrícola no Mediterrâneo oriental ou no antigo Egipto. Este facto significa que a adaptação ao mundo subterrâneo e a cooperação especial com os humanos não é resultado da colecção europeia, mas sim uma característica estabelecida ao longo de muitos séculos.
Conforme publicado pela UCO, o estudo fornece um novo elemento de transmissão viral. Daniel Bravo, pesquisador do Departamento de Parasitismo da Universidade de Córdoba, explicou que as duas principais formas de mosquitos, os ‘pipiens’ – que atacam as aves – e os ‘Motorus’ – que atacam frequentemente as pessoas – são flexíveis. Quando isso acontece, podem surgir mosquitos que se alimentam de pássaros e humanos, facilitando a passagem do vírus da África Ocidental das aves para as pessoas. No entanto, pesquisas revelaram que esse cruzamento é mais frequente do que se pensava e ocorre principalmente nos centros urbanos.
Yuki haba, primeiro autor do estudo, destacou que a urbanização é mais decisiva para favorecer a mistura genética entre as duas espécies do que a localização geográfica em termos geográficos. Segundo a ciência, isto significa que o risco de transmissão do vírus do Nilo Ocidental aumenta com o crescimento das cidades densamente povoadas, situação em que se regista maior transmissão.
O trabalho destaca as implicações científicas e epidemiológicas dessas descobertas. Para Daniel Bravo, saber onde e quando se encontra a população híbrida é essencial para a saúde pública, porque existe uma ponte entre as doenças infecciosas e a transmissão de patógenos às pessoas. Isso foi explicado pelos próprios pesquisadores, que deram a complexidade do processo que levou aos resultados finais e o papel da cooperação internacional para alcançá-los.
A pesquisa destaca a importância da análise comparativa dos ambientes rural e urbano, bem como a importância do desenvolvimento da evolução física e estrutural em diferentes estados de espírito e temporalidades. Segundo a equipe científica, a obtenção de um mapa mais genômico da variação do ‘Culex Pipiens’ pode favorecer estratégias mais eficazes para controlar a transmissão do Nilo Ocidental e de outras doenças.
A mídia também destacou que esses novos dados mudam o entendimento existente não apenas sobre os insetos, mas também sobre os mecanismos que permitem que o patógeno transmita patógenos aos animais. Conforme confirmado pelos autores da ciência, o caso dos ‘mosquitos do metrô de Londres’ vem por ser uma evolução recente de uma das adaptações à presença humana permanente, com gestão da saúde e novo desenho de pesquisa no ambiente urbano.















