O Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressou esperança de que os Estados Unidos evitem um “erro fatal” ao se aproximarem da Venezuela. A declaração, publicada na quinta-feira, destacou preocupações sobre a potencial ascensão da região, alertando que tais desenvolvimentos poderiam ter “consequências não intencionais para todo o Hemisfério Ocidental”.
Este aviso segue-se a anúncios recentes da administração Trump, que anunciou “bloqueios” em todos os navios sancionados, num esforço para aumentar a pressão sobre as rotas marítimas em torno da Venezuela. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia observou a “escalada constante e deliberada das tensões” em torno da Venezuela, país que considera um aliado. O ministério descreveu a ação unilateral dos Estados Unidos como uma ameaça ao transporte marítimo internacional.
Além disso, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, pediu uma explicação sobre os tanques apreendidos em Novembro. Ele enfatizou que embora os Estados Unidos possam se sentir no direito de fazê-lo, deveriam fornecer uma explicação, por respeito a outros países da comunidade internacional.
Apesar dos apelos da administração dos EUA à mudança de regime ou à demissão voluntária do presidente venezuelano Nicolás Maduro, empresas como a Chevron continuam a operar na Venezuela, comprando petróleo ao país.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ecoou o sentimento da escalada das tensões na região, chamando-a de muito perigosa. Disse que a Rússia representa a legitimidade entre Washington e Caracas, enfatizando a importância de respeitar o direito de cada país de escolher o seu líder. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia citou o líder revolucionário venezuelano Simon Bolívar reiterando seu apoio às políticas do governo Maduro.
O ministério concluiu expressando esperança de que a administração Trump, que foi descrita como tendo uma abordagem racional e pragmática, não tome medidas que possam agravar a situação.















