Protestos violentos eclodiram no Bangladesh após a morte do líder jovem radical Sharif Osman Hadi, provocando tensões que levaram milhares de pessoas a sair às ruas exigindo justiça. Hadi, uma proeminente figura anti-Índia, foi baleado por agressores mascarados quando saía de uma mesquita em Dhaka. Depois de ser transportado para tratamento, ele sucumbiu aos ferimentos e a frustração que já dominava seus seguidores aumentou.
Em Dhaka, os protestos aumentaram rapidamente, com os manifestantes a incendiarem vários edifícios, incluindo os escritórios de um grande jornal. Os trabalhadores ficaram presos em um dos locais-alvo, causando o caos. Os manifestantes também bloquearam uma autoestrada que liga a capital a outras partes do país, provocando mais distúrbios.
À medida que a situação avançava, a casa de um antigo ministro em Chittagong foi vandalizada e a casa do líder fundador do Bangladesh, Xeque Mujibur Rahman, foi igualmente atacada e incendiada. Os protestos tornaram-se particularmente caóticos em Chittagong, onde foram atiradas pedras ao Alto Comissariado Assistente da Índia e à residência de autoridades locais.
Hadi, o fundador do Inqilab Mancha – um grupo estudantil radical enraizado na revolta pró-democracia – emergiu como uma figura proeminente que defende a mudança sistémica. O grupo, fundado após a Revolução de Julho, posiciona-se como um “setor cultural revolucionário”, expressando os sentimentos de jovens desiludidos que querem mudar. As declarações controversas de Hadi, especialmente as críticas ao aparente apoio da Índia à Liga Awami, no poder, alimentaram ainda mais as tensões.
As acusações contra a Liga Awami intensificaram-se à medida que a liderança do Inqilab Mancha implicou o partido no planeamento de ataques violentos contra manifestantes, com alegações de execuções extrajudiciais no meio dos distúrbios. Os protestos incluem queixas de longa data sobre o sistema de quotas que muitos jovens acreditam estar a impedi-los de ingressar no serviço público.
À medida que os protestos continuavam na sexta-feira, surgiram relatos de outros incêndios, nomeadamente do Daily Star e do Prothom Alo, dois dos maiores jornais do país. Os manifestantes acusaram as lojas de visarem os interesses indianos, aprofundando as suas queixas contra o governo, que foi acusado de repressão após uma repressão violenta no ano passado.
As autoridades iniciaram uma caçada aos agressores de Hadi, divulgando fotos dos dois adultos envolvidos no tiroteio e oferecendo uma recompensa de cerca de US$ 42 mil por informações que levassem à sua prisão. Os apelos à justiça por parte dos apoiantes de Hadi continuam fortes, com exigências de prisão dos responsáveis pela sua morte e garantias de segurança para os envolvidos nos protestos de Julho.
A situação realça a natureza frágil da situação política no Bangladesh, onde continua o problema profundo de uma resposta dura e muitas vezes violenta por parte do público, especialmente entre os jovens.















