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O caso contra os ex-ministros Ricardo Bonilla e Luis Fernando Velasco entrou em processo de recurso após o mandado de prisão: terá continuidade em janeiro.

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O Tribunal Superior de Bogotá ordenou a detenção dos ex-ministros Ricardo Bonilla e Luis Fernando Velasco por causa do escândalo Ungrd – crédito Carlos Ortega/EFE/Luisa González/Reuters

A decisão do Tribunal Superior de Bogotá – de ordenar a prisão preventiva e prisão imediata dos ex-ministros Ricardo Bonilla e Luis Fernando Velasco por seu suposto envolvimento no escândalo do Grupo Nacional de Gestão de Desastres (Ungrd) – causou um forte debate judicial e político na Colômbia.

A juíza Aura Alexandra Rosero baseou sua decisão nos fatos Ele “não cumpriu os requisitos da lei de execução hipotecária”, por isso ordenou que fosse preso na prisão.

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Esta condição mais dura do que a solicitada pelo Ministério Público e pelo Ministério Público gerou polêmica entre os advogados criminais e os defensores dos ex-funcionários. Insistem na presunção de inocência e na necessidade de respeitar as garantias legais.

O tribunal está agora em processo de recurso do caso, após ação movida pelos advogados dos ex-ministros.

A decisão final caberá a outra câmara do Tribunal Superior de Bogotá, que deve considerar se deve conceder a prisão domiciliar, conforme solicitado pelo Ministério Público e pelo Ministério Público, ou se deve cumprir as condições intramuros estabelecidas pelo juiz Rosero..

Segundo fontes do Poder Judiciário citadas por Em Sin Carreta na Rádio La W, essa decisão poderá ser conhecida no próximo ano, devido a um recesso judicial que termina em janeiro.

A defesa do ex-ministro
A defesa dos ex-ministros recorre da decisão e destaca a importância da presunção de inocência no processo judicial – crédito Mauricio Pava/X

O advogado criminal Mauricio Pava, defensor de Ricardo Bonilla, revelou em entrevista à referida mídia que seu cliente “Ele se comprometeu desde o início a comparecer ao tribunal, a comparecer perante as autoridades e o fez, mesmo que tenha tomado uma decisão como a relatada hoje”.

Pava destacou que Bonilla é “um ex-funcionário que serviu ao país, que tem a presunção de inocência e deve ser tratado nessa condição até que a sentença seja proferida”. Os advogados anunciaram que continuarão a oferecer recursos jurídicos relevantes, como recursos e revisões interpostos.

O juiz Rosero justificou a detenção do presídio com o argumento que queria “Evitar a retomada ou continuação de práticas de administração de empresas e a interferência na comunicação normal com esquemas da magnitude da corrupção”.

A defesa do ex-ministro
A defesa dos ex-ministros recorre da decisão e destaca a importância da presunção de inocência no processo judicial – screenshot crédito Noticias Caracol

Esta posição foi apoiada pelo Procurador-Geral da República, que solicitou a confirmação das condições intramuros. No entanto, a decisão foi criticada por especialistas como Laura Kamila Toro, advogada criminalista, que afirmou que A hora qual”não respeita adequadamente as garantias legais”.

Não foi necessário, neste caso, suprimir a liberdade de residência intramuros. Num sistema partidário criminoso, não é incomum nem desejável que, quando o Ministério Público solicita medidas especiais de imunidade, o juiz imponha medidas mais onerosas.”

Por seu lado, Pedro Nel Escorcia, advogado criminalista, apontou, na mesma emissão, que o Ministério Público cometeu um erro técnico ao não pedir a prisão domiciliária como medida adicional, e lembrou que existe uma proibição de prisão domiciliária para os crimes arguidos.

Escorcia guardou “Não havia nenhuma razão clara e óbvia para ele ter conseguido”.

O ex-ministro Luis Fernando Velasco manifestou sua discordância com a decisão do juiz Rosero, porque utilizou uma tese diferente da do Ministério Público para sustentar o mandado de prisão.

Velasco disse: “Não tenho garantia, sinto que vocês organizaram a teoria do caso, que não estava bem organizada na acusação naquele momento. Aqui é o meu lugar, enfrentando os colombianos”e afirmou a sua vontade de cooperar com as autoridades para provar a sua inocência.

Em entrevista com Rádio Azul, Mauricio Pava insistiu que a defesa de Bonilla foi diferente da decisão do juiz e que o debate principal deveria ser na Justiça. “Isso é apenas uma discussão, por isso a discussão profunda sobre as provas prestadas pela defesa, não vou analisar, mas deve ser apreciada em juízo”, disse o advogado.

Pava enfatizou a importância de considerar os inocentes.

Para nós, advogados, a presunção de inocência é tão importante quanto para vocês (jornalistas) a liberdade de expressão.e sempre perguntaremos, porque a lei determina, em todos os casos, que todo aquele que for considerado inocente deve ser considerado inocente”, disse Pava.

As acusações contra os ex-ministros
As acusações contra os ex-ministros incluem crimes de formação de quadrilha, corrupção e benefícios contratuais, segundo o Ministério Público – crédito Colprensa

O advogado também quebrou os três eixos da acusação: “O primeiro é o que chamamos de caminhão-tanque La Guajira, que não tem nada a ver com o professor Bonilla; o segundo, a bolsa, não tem nada a ver com o professor Bonilla; o terceiro é uma discussão, e me perdoem se falo demais. A tese do Ministério Público foi uma espécie de teste de gargalo e o júri inicialmente aceitou e acho que a questão é muito profunda do lado jurídico e acho que vamos conceder, claro que a tese pode ou não ser derrotada.“.

Sobre as acusações de formação de quadrilha para prática de crimes, corrupção e interesse no contrato, Pava explicou: “O Ministério Público considera que a conversa mantida por alguns considerados como período de referência teve um papel de apoio e gestão, enfim, o que disse o juiz, ‘Isso o qualifica como conspiração para cometer crime, como suborno e como vantagem em contrato que não foi demonstrado, mas pode ser apresentado no final, então neste momento não deixo a hipótese do Ministério Público’“.

Fontes do Tribunal Superior de Bogotá revisadas por A hora Observaram que, embora estes tipos de decisões mais duras do que as solicitadas pelo Procurador-Geral sejam controversas, os esforços da defesa para revertê-las até agora não tiveram sucesso.



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