O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou uma ação legal contra os governos locais em Washington, DC, contra as regulamentações sobre armas. O processo desafia as restrições da cidade a certas armas semiautomáticas, argumentando que as leis violam os direitos individuais da Segunda Emenda.
A ação foi movida no Tribunal Distrital dos EUA contra o Departamento de Polícia Metropolitana de Washington e a chefe de polícia Pamela Smith como réus. Observadores jurídicos sugerem que isto poderá desencadear outro grande debate sobre a interpretação dos direitos individuais de propriedade de armas. O anúncio do Departamento de Justiça sublinha o seu compromisso com a proteção de direitos reconhecidos há mais de dois séculos, reiterando princípios que foram reafirmados várias vezes pelo Supremo Tribunal nos últimos anos.
Este processo marca a segunda ação judicial da administração Trump em meses pelo mesmo motivo, que já processou as Ilhas Virgens dos EUA por alegadamente interferirem no direito dos cidadãos de manter e portar armas. O caso atual se soma a uma disputa legal entre o Distrito de Columbia e as autoridades federais, que se intensificou durante o verão, quando o governo federal impôs medidas de aplicação da lei para conter o crime na capital. A tensão também decorre do desafio do chefe distrital de enviar a Guarda Nacional para a cidade como parte de uma operação anti-crime.
Embora o Departamento de Polícia Metropolitana ainda não tenha respondido às perguntas sobre o último processo, o Departamento de Justiça afirma que DC está a impor uma proibição inconstitucional de armas como a AR-15, e afirma que estas armas são aceitáveis para propriedade privada ao abrigo da decisão Heller de 2008 do Supremo Tribunal. Este caso histórico afirmou que todos têm o direito de possuir e usar armas que são “de uso comum hoje”, independentemente da cooperação com milícias organizadas.
Em sua argumentação, o Departamento de Justiça aponta que as restrições no Distrito de Columbia ultrapassam os limites legais, com a agência afirmando que os residentes estão proibidos de registrar rifles semiautomáticos populares. Essas proibições expõem os cidadãos cumpridores da lei a possíveis penalidades criminais por posse de armas de fogo não registradas, afirma o processo.
O documento do Departamento de Justiça critica as regras sobre armas de DC como sendo baseadas em critérios superficiais, como a aparência ou compatibilidade das armas, em vez de uma avaliação prática da sua legalidade ou uso comum. Deve-se notar que este processo não inclui demandantes individuais de Washington, DC, o que se afasta do caso Heller, onde os habitantes de Washington se opuseram especificamente à proibição de armas curtas.
A administração mantém a sua autoridade para desafiar as leis locais com base na lei penal federal aprovada em 1994, que autoriza a jurisdição em casos que envolvam direitos da Segunda Emenda. Esta batalha jurídica em curso reflecte o debate nacional mais amplo sobre os direitos das armas e a regulamentação estatal, estando este caso preparado para influenciar ainda mais o discurso sobre a posse e regulamentação individual de armas.















