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Joias perdidas da família Habsburgo, incluindo diamante florentino de 137 quilates, encontradas em cofre canadense

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Uma nova descoberta no Canadá – uma mala contendo as jóias da família Habsburgo, uma coleção que se pensa ter sido perdida durante um século após a Primeira Guerra Mundial. Entre estes tesouros estão o famoso diamante florentino de 137 quilates, juntamente com a Ordem do Tosão de Ouro incrustada de diamantes, a insígnia dos Habsburgos. Os artefatos foram redescobertos em novembro e estão programados para serem exibidos ao público no Canadá em 2026.

O diamante florentino, famoso pelo seu impressionante formato de pêra e cor amarela, possui uma longa história. Originalmente propriedade da família Medici, uma figura proeminente em Florença, Itália, passou para a família real austríaca por casamento. A última guardiã desta joia única foi a Imperatriz Zita, esposa de Carlos I, o último monarca do Império Austro-Húngaro. A viagem do diamante ficou associada a um período turbulento da história europeia; A narrativa em torno dele intensificou-se após o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, tio de Carlos I, que levou à Primeira Guerra Mundial.

Após a guerra, eclodiram revoluções em toda a Europa em 1918, marcando o crepúsculo da monarquia e a ascensão do governo autocrático. Para proteger a sua herança, Charles e Zita fogem para a Suíça, onde lutam para viver no exílio. Apesar de duas tentativas de restaurar o reino, acabaram por se mudar para a ilha portuguesa da Madeira, onde Carlos morreu em 1922. Zita, agora viúva e com sete filhos, refugiou-se na Bélgica, sobrevivendo aos bombardeamentos nazis, antes de finalmente se estabelecer em Nova Iorque.

Durante sua estada no Canadá, Zita escondeu o que restava das joias de sua família em uma mala, que foi para um cofre coletivo, sem o conhecimento de ninguém. Pensava-se que o diamante estava perdido para sempre, especialmente quando Zita regressou à Europa em 1953, deixando a mala para trás.

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O neto de Carlos I, Karl von Habsburg-Lothringen, 64, disse que as joias escondidas foram reveladas a seu pai, Robert, e ao tio Rodolphe, com instruções claras para manter a informação em segredo por 100 anos após a morte do imperador Carlos. Só nos últimos anos a família decidiu dar a conhecer esta história, envolta em mistério há décadas.

Apesar da especulação generalizada sobre o destino do diamante – desde teorias sobre ele ter sido vendido como mais uma herança real até ter sido dado a um servo na América do Sul – a família afirma que o diamante permaneceu seguro desde 1921, quando vários meios de comunicação o noticiaram.

Embora os Habsburgos não tenham divulgado o valor atual do diamante, comparações históricas sugerem que ele poderia rivalizar ou superar outras joias famosas, como o Diamante Hope, avaliado em mais de 200 milhões de dólares, e o Diamante Regent, estimado em 60 milhões de dólares. Esta narrativa convincente não só captura a história real, mas também o legado duradouro de uma família há muito envolvida no mundo dos assuntos europeus.

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