A Colômbia está focada no processo de extradição de Zulma Guzmán, identificada como responsável pelo envenenamento por tálio de duas meninas em Bogotá entre 5 e 9 de abril deste ano.
A mulher, procurada internacionalmente devido a um alerta vermelho da Interpol, foi recentemente presa em Londres.após a morte dos menores.
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O caso mudou na última quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, quando a mídia inglesa noticiou que uma mulher, conhecido como Guzmán, foi resgatado das águas do Tâmisa na tentativa de se matar.
Desde então, o Ministério da Justiça colombiano tem acompanhado de perto a situação, com o objetivo de garantir que Guzmán seja libertado antes do final de 2025 e, portanto, enfrente acusações perante o sistema de justiça nacional.

O ministro da Justiça, Andrés Idárraga, falou sobre a saúde de Guzmán, devido a rumores de um possível quadro.
Idárraga referiu que, até ao momento, não existe nenhuma comunicação oficial do Reino Unido que indique que o estado de saúde do arguido impeça a sua libertação.
“Tanto quanto sabemos, não existem efeitos para a saúde, para além do que é conhecido com moderação. Sem contacto oficial do Reino Unido por motivos de saúde, por exemplo, a extradição não é possível. Neste momento está a ser feita comunicação para que ele compareça ao julgamento pelo homicídio em que estaria envolvido”, disse o responsável.
O ministro explicou que a paralisação com o Reino Unido começou na semana passada.
“Aguardamos a sua resposta e se for aceite, será dentro de algumas semanasquando pudermos ter essa senhora nas mãos do Ministério Público para responder”, disse Idárraga.

Sobre a saúde de Guzmán, o ministro sublinhou que não existe nenhum parecer oficial das autoridades do Reino Unido que impeça a sua transferência.
“A defesa da Sra. Zulma continuou afirmando que sua saúde foi afetada; Neste momento não há parecer oficial mas está em verificação, e quando se excluir ou confirmar que esta situação existe em termos de saúde, o Reino Unido decidirá vir aqui enfrentar o Tribunal”, concluiu.
A investigação sobre o envenenamento por tálio de duas meninas em Bogotá, ocorrido em abril de 2025, tomou um rumo inesperado depois que foi revelada a estreita relação entre Zulma Guzmán Castro, uma empresária de 54 anos, e um psiquiatra conhecido como ‘J’.
Esta ligação foi confirmada pela promotora Elsa Cristina Reyes, que liderou o caso e ordenou a busca no escritório esotérico da mente, na zona norte da capital.
Guzmán continua hospitalizado em Londres sob supervisão médica depois de ter sido resgatado do rio Tâmisa numa aparente tentativa de suicídio, episódio que as autoridades britânicas mantêm sob investigação.

Ao mesmo tempo, O Ministério Público confirmou que a embalagem de frutas vermelhas com cobertura de chocolatecontaminado com tálio causando intoxicação, foi encaminhado do prédio onde ficava o consultório do psiquiatra. A descoberta levou a uma busca no local por autoridades estaduais da época.
Durante seu depoimento, ‘J’ relatou que Guzmán foi ao seu escritório por causa de um conflito emocional com um homem casado chamado Juan de Bedout, que terminou o relacionamento.
O psiquiatra garantiu que a empresária ficou chateada ao ver a colega com outra mulher.. Guzmán também realizou outras atividades em Bogotá nessas datas, como atender um veterinário e seu dentista.
Além das mulheres, A investigação se expandiu à medida que foram revelados detalhes sobre a morte de Alicia Grahan Sardi, esposa de Juan de Bedout, falecido em 2021 de câncer.
Relatórios forenses encontraram altos níveis de tálio em seu corpo durante o surto, o que levantou preocupações no tribunal.
Diante das autoridades, Guzmán negou as acusações e afirmou ter sido vítima de uma armaçãoressaltou que sua viagem foi por motivos de trabalho. No entanto, as provas da origem do pacote mantêm-no no centro da investigação.















