Início Notícias Polónia investirá 2 mil milhões de euros na defesa de drones face...

Polónia investirá 2 mil milhões de euros na defesa de drones face à ameaça russa

51
0

O Vice-Ministro da Defesa da Polónia, Cezary Tomczyk, explicou o novo plano de investimento em defesa do país (REUTERS/Kuba Stezycki).

As autoridades no POLÔNIA anunciou um projecto de infra-estrutura de defesa anti-drones para a fronteira oriental, com o objectivo de combater ameaças de Rússia. O plano prevê um investimento até 2.000 milhões de euros e prevê que o primeiro edifício esteja operacional dentro de seis meses.

Prevê-se que demore pelo menos dois anos a ser concluído, segundo o Ministro da Defesa Nacional polaco, Cezary Tomczykpara a imprensa britânica O Guardião. O sistema visa proteger o espaço aéreo polaco dos drones russos, depois do primeiro-ministro em setembro Donald Tusk invocou o Artigo 4 da OTAN depois de descobrir quase duas dúzias de dispositivos antipessoal supostamente de origem russa.

A segurança será fundamental para o metralhadoras, canhões, mísseis e sistemas antitanque. A maioria desses dispositivos é usada apenas em situações extremas ou de combate.

O financiamento do plano provém de fundos europeus do programa SAFE e do orçamento nacional polaco. Tomczyk enfatizou que, enquanto a Ucrânia continua a enfrentar a Rússia, a Europa não enfrenta os perigos da guerra convencional, mas sim a provocação e a sabotagem.

Após a recente incursão de drones russos, Tusk descreveu o episódio como “ótima lição para todos” e garantiu que a Polónia está pronta para pôr fim às provocações e ataques, sublinhando a importância da situação e a necessidade de antecipar diferentes situações.

Um drone danificado fica ao fundo
Um drone danificado caiu na cidade de Czosnowka, leste da Polônia (Dariusz Stefaniuk/via REUTERS)

Da Rússia, Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrovalertou no domingo que o exército russo consideraria qualquer contingente militar europeu em território ucraniano um “alvo legítimo”.

O anúncio ocorreu em meio a rumores de um possível envio dos chamados militares Cooperação voluntáriaum grupo de aliados da Ucrânia que estão a considerar participar numa missão para garantir a segurança de Kiev após o último acordo de paz.

Lavrov criticou os líderes europeus por, segundo ele, encorajarem a ideia de enviar forças internacionais para a Ucrânia, uma medida que – disse ele – aumentaria a probabilidade de conflito direto. “Já dissemos muitas vezes que, nesse caso, eles se tornarão um alvo legítimo para as nossas forças”, disse ele em entrevista à agência TASS.

O Ministro das Relações Exteriores
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fala em entrevista coletiva (REUTERS/Ramil Sitdikov)

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo descreveu o grupo de aliados do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, liderado pelo Reino Unido, Alemanha, França e União Europeia, como uma “partida beligerante”, e acusou-os de procurarem uma “derrota estratégica” da Rússia. Ele também observou que “os círculos dirigentes na maioria dos países europeus exageram a ‘ameaça russa’ e alimentam os sentimentos russos e militares na sociedade”.

Lavrov considerou um avanço o facto de, pela primeira vez, os Estados Unidos terem estabelecido limites à expansão da NATO em relação à Ucrânia e elogiou a recente estratégia de segurança nacional do governo da NATO. Donald Trumpdescreve seu conceito como “transformacional”.

Estas declarações surgiram horas antes de uma reunião entre Trump e Zelensky, na Florida, onde se espera que seja discutido o progresso da lei de paz. As palavras de Lavrov criam tensão numa situação em que as negociações ainda não resultaram num acordo concreto.

(com informações da Europa Press)



Link da fonte