A Itália é um dos poucos países da União Europeia onde os preços das casas são hoje mais baixos do que há dez anos. Isto reflecte-se no último relatório do Eurostat sobre a situação na Europa, publicado digitalmente. Liberdadeque analisa a evolução dos preços entre 2010 e 2024.
Na União Europeia, os preços das casas aumentaram 56% no mesmo período. Isto aconteceu em todos os Estados-Membros, com apenas duas excepções: Itália e Chipre.
No evento ITALIANOSegundo o Eurostat, os preços das casas caíram 5,5% face a 2010, uma tendência oposta à do resto do quarteirão. A queda foi particularmente pronunciada em 2019, quando o seu valor atingiu 16,6% abaixo do nível de 2010. A partir desse ano, o mercado começou a desenvolver-se gradualmente. Entre 2010 e 2024, os preços das casas em Itália aumentarão 23%, muito acima da média europeia de 56%.
Uma comparação com outros países mostra a diferença. Em HUNGRIAos preços das casas aumentaram 172% durante esse período. Na Bulgária, o aumento foi de 145% e na Roménia, de 137%. Estão entre os maiores aumentos registados na União Europeia.
Em parte, França passou para +26,7%. ESPANHA 19%, Alemanha 76,4% e Portugal 109%. Neste último caso, o relatório destaca a forte aceleração antes da epidemia, no contexto de políticas destinadas a atrair estrangeiros.
O comportamento do arrendamento apresenta um panorama diferente. De acordo com dados do Eurostat citados por Liberdadeentre 2010 e 2024 preço do aluguel Aumentaram em todos os países da UE, exceto na Grécia, que caiu 16%. O maior aumento foi observado na Estónia, que foi de 208%, seguida pela Lituânia, 177%, Irlanda, 108%, e Hungria, 107%.
A Itália não escapou a esta tendência. As rendas aumentaram 14%, situando-se próximo da média europeia e comparável à de França, que foi de 13,8%, e ESPANHAcom 10,3%. Na Alemanha, o crescimento aumentou, 23,1%.

Em termos de acesso à habitação, a Roménia lidera a União Europeia em termos de percentagem de propriedade. Em 2024, 94% da população romena viverá num casa que você possui. Seguem-se a Eslováquia, com 93%, a Hungria, com 92%, e a Croácia, com 91%. No conjunto da UE, 68% dos cidadãos viviam numa casa que possuíam, em comparação com 32% que arrendavam.
O oposto é um país onde a aluguel é mais comum. A Alemanha está no topo desta lista, com 53% da população vivendo em habitações para alugar. Áustria com 46% e Dinamarca com 39%.
O relatório também examina os tipos de habitação. Em 2024, 51% da população da União Europeia viverá casa unifamiliar e 48% em casa. A Irlanda tem a percentagem mais elevada de habitações, 90%, seguida dos Países Baixos e da Bélgica, cada um com 77%, e da Croácia, com 76%. Por outro lado, a habitação é maioritária em Espanha, com 65%, na Letónia, com 64%, e em Malta, com 63%.
A diferença é destacada dependendo Em volta. Nas áreas urbanas, 73% da população vive em cortiços. Nas zonas rurais, 57% vivem em casa, e nas zonas rurais chega a 83%.
Por último, o Eurostat recolhe percepções de discriminação no acesso à habitação. A média europeia tem rondado os 6% nos últimos cinco anos. Espanha e Eslovénia oferecem os valores mais elevadoscom 9% das pessoas afirmando que se sentiram discriminadas pelo menos uma vez. Por outro lado, com menos de 1%, estão a Croácia, a Hungria, a Itália e a Roménia.
Os dados confirmam que o mercado imobiliário europeu é caracterizado por uma forte desigualdade, sendo a Itália uma das poucas excepções à evolução dos preços da habitação.















