Pequim, 2 jan (EFE).- Pan Qiaoying, um dos sobreviventes chineses do Massacre de Nanjing, morreu no dia 1 de janeiro aos 95 anos, segundo um relatório divulgado sexta-feira pelo Instituto Nacional para a Memória do Massacre.
Num comunicado compilado pela agência oficial de notícias Xinhua, o Centro Memorial das Vítimas do Massacre de Nanjing anunciou que, com a morte de Pan, o número de sobreviventes do massacre, levado a cabo pelo exército japonês no final de 1937, caiu para 23.
Pan tinha apenas seis anos quando o exército japonês entrou em Nanjing. Escondido na cozinha, ele testemunhou como os soldados japoneses mataram seu avô, pai e primo com baionetas.
Em 13 de dezembro de 1937, o exército japonês invadiu Nanjing e, durante as seis semanas seguintes, os seus soldados queimaram e saquearam a cidade, violaram em massa dezenas de milhares de mulheres e mataram entre 150.000 e 340.000 pessoas, segundo várias fontes.
Todos os anos, a China comemora o seu próprio “genocídio” nesta data, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, com uma cerimónia em Memória do Massacre em Nanjing, capital da província oriental de Jiangsu.
Durante esta guerra, o Japão invadiu grandes partes do território da China, onde cometeu crimes graves, como matar civis, fazer experiências com armas biológicas ou usar mulheres chinesas como “escravas sexuais” por oficiais do exército japonês.
Além disso, o governo de Pequim tem criticado frequentemente o governo de Tóquio por assumir o que considera uma posição revisionista relativamente ao ataque. EFE















