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Petro estabeleceu um Posto de Comando Unificado para coordenar a situação na fronteira com a Venezuela

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A emergência causada pela recente detenção de Nicolás Maduro em Caracas levou o governo colombiano a preparar um decreto de emergência económica, social e ecológica devido a uma grande catástrofe pública. O texto deste decreto está pronto tendo em vista a onda de imigração ilegal provocada pelos acontecimentos na Venezuela. Tal como explicado detalhadamente pela Presidência da Colômbia, o Executivo considera que a situação exige o reforço dos planos e respostas institucionais nas fronteiras dos dois países, o que fez soar o alarme devido aos desafios humanitários e de segurança.

De acordo com a informação publicada pela Presidência e divulgada através dos principais canais oficiais, o Governo estabeleceu um Posto de Comandante Unificado (PMU) em Cúcuta, Norte de Santander, com o objectivo de coordenar directamente a situação humanitária e de segurança ao longo da fronteira com a Venezuela. Esta iniciativa, inicialmente comunicada através das redes sociais, procura estabelecer atividades de monitorização e análise num contexto binacional que está em rápida mudança e apresenta desafios sem precedentes tanto em termos de controlo migratório como de monitorização de populações vulneráveis.

Conforme informou a Presidência da Colômbia, a criação da UGP permitirá a análise e o direcionamento de ações que tendem a mitigar os efeitos da crise na região colombiano-venezuelana. O governo enfatizou a necessidade de reforçar a solidariedade e os programas humanitários, reconhecendo a necessidade de reforçar a abordagem atual e aguardando com expectativa uma solução permanente para a população venezuelana que pode ser forçada a deslocar-se.

A mídia oficial acrescentou que a administração do presidente Gustavo Petro optou por uma abordagem preventiva, com foco na preservação da soberania, segurança e estabilidade nacionais. Como resultado, mais de 30 mil membros das Forças Populares estão estacionados em diferentes pontos ao longo da fronteira com a Venezuela, que tem mais de 2.200 quilómetros de extensão. A região tem enfrentado uma difícil situação de segurança, reforçada pela presença de uma economia ilegal, organizações armadas e uma situação crescente de fragilidade social, segundo um relatório do governo nacional.

Os desafios identificados pelo Executivo dividem-se em duas categorias principais. A primeira é garantir o acesso à alimentação, aos serviços de saúde e ao acesso à educação para quem atravessa ou permanece no território da Colômbia. A segunda está relacionada com a protecção dos direitos dos imigrantes e a luta contra a discriminação, a xenofobia e vários tipos de violência que podem afectar os recém-chegados. Elementos como a saúde pública, segundo explicação do Presidente, estão entre as prioridades, dada a magnitude da emergência na imigração.

A coordenação entre as autoridades nacionais, departamentais e locais é um dos pilares do plano desenvolvido pelo governo, segundo fontes oficiais. Esta estratégia prevê a rápida troca de informações para a tomada de decisões e a criação de um grupo institucional conjunto que viabiliza os Correios Unidos na região. A estratégia não é apenas a implantação terrestre, mas também o patrulhamento das fronteiras aéreas e marítimas, com controlo total do espectro electromagnético. Desta forma, o Estado pretende concentrar recursos nas áreas mais sensíveis e vulneráveis ​​das duas fronteiras.

A Presidência confirmou que a maior ameaça para a Colômbia nesta situação não vem de outros países, mas de organizações internacionais dedicadas a viagens e crimes transfronteiriços, que procuram influenciar os países clientes e desestabilizar a região. Esta definição de perigo orienta a resposta das instituições governamentais, afirmou o porta-voz do executivo num comunicado distribuído pelo governo.

O Ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, confirmou que a UGP de Cúcuta tem um papel importante na gestão da ajuda humanitária e na implementação do plano de fronteira para ajudar a população migrante e facilitar qualquer assistência necessária. O ministro informou ainda o comunicado para estarmos atentos a todas as capacidades das Forças Populares, que procuram aguardar e eliminar os ataques terroristas do Exército de Libertação Nacional (ELN) e outras estruturas armadas classificadas como grupos ilegais que operam na zona fronteiriça.

Em linha com os preparativos e o destacamento colombiano, a mídia oficial noticiou a declaração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que emitiu uma advertência ao Presidente Gustavo Petro após a operação militar que levou à prisão de Nicolás Maduro. Trump repetiu a sua afirmação anterior, salientando que Petro deveria “ter cuidado”, referindo-se à percepção da relação entre a produção e exportação de cocaína no mercado norte-americano. Quando questionado sobre estas questões, Petro respondeu que não estava preocupado, e recordou também a recente detenção do chefe do chamado “cartel dos sóis”, a alegada organização corrupta e traficante de droga liderada por Maduro, conforme publicou a Presidência.

O governo colombiano, segundo fontes oficiais, manterá uma estreita coordenação com as agências internacionais e fronteiriças para enfrentar conjuntamente os desafios decorrentes da situação venezuelana. A formulação de políticas de médio e longo prazo continuará a evoluir com base no desenvolvimento dos acontecimentos, com foco na estabilidade regional e no cuidado integral às pessoas afetadas pela crise que afeta ambos os países.



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