No confronto ocorrido na segunda-feira entre a ex-ministra da Justiça e do Interior, Salomé Pradas, e o ex-chefe de gabinete de Carlos Mazón, José Manuel Cuenca, este último quis afastar-se da sua responsabilidade ao escrever a mensagem “Não cerco nada” ao investigado no dia 29 de outubro de 2024. No seu depoimento garantiu que “não sou jornalista. Informações.
Segundo a sua versão, esta mensagem está completamente “descontextualizada”, porque ninguém “pensou” nestas palavras e acrescentou que também “não tem responsabilidade ou capacidade” de encarcerar ou não.
Ele também disse que não se lembrava das mensagens que enviou naquele dia, então se escondeu atrás do fato de que ao trocar de telefone perdeu todas as suas conversas, então ficou sabendo delas “mais tarde”.
Por sua vez, Salomé Pradas insistiu que não houve discussão, nem com Cuenca nem com o próprio Mazón, “paralisando o lançamento” do Es-Alert, e voltou a assumir total responsabilidade pelos acontecimentos do dia DANA. Aproveitou também a reacusação da representante do Governo, Pilar Bernabé, e da Bacia Hidrográfica do Júcar.
Outro ponto importante do conflito é a ordem dada por Pradas que recebeu de Cuenca às 13h19. que falaria diretamente com ele e não com Mazón, que estava “em ação”. O arguido garantiu que ficou surpreendido com esta instrução, pois nessa altura tinham acabado de ser emitidos dois alertas hidrológicos.
Às 14h11, “deixou o comando”, porque começou a tomar conhecimento da importância do que aconteceu em Utiel, e enviou um WhatsApp ao ex-presidente, do qual não obteve resposta. Poucos minutos depois enviei a mesma mensagem para Cuenca.
(novo por extensão)















