O aparecimento de três faturas eletrónicas oficiais, registadas em Dian e publicadas pela Fundação Universitária San José, confirmará o pagamento efetuado por Juliana Guerrero poucos dias depois de a instituição ter concedido o diploma universitário que declarou falso.
De acordo com Rádio caracol e documentos fiscais, Esses registros contradizem o sentido da universidade, que negou a existência de um procedimento administrativo formal para esses diplomas.
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Este caso está directamente relacionado com o processo de candidatura de Guerrero ao cargo de Vice-Ministro da Juventude, que estaria a utilizar um certificado académico cuja legalidade foi questionada.
A fatura eletrônica incluída no sistema oficial Dian é compatível com três métodos de pagamento diferentes. A primeira, emitida em 28 de julho de 2025, especifica um pagamento de US$ 1.000.000 pelo direito ao curso de Contabilidade Pública.

Em 29 de julho do mesmo ano, foram emitidas duas contas adicionais: um de 2.200.264 dólares correspondente ao registo de Tecnologia de Gestão Contábil e Fiscal, e outro de 4.776.300 dólares para o registo de Contas Públicas.
De acordo com as faturas obtidas pelos referidos meios de comunicação, esses recursos aparecem como receitas oficiais da Fundação Universitária San José e foram legalmente comunicados ao fisco, proporcionando transparência à investigação.
A cronologia revelará grandes irregularidades. A licenciatura em contabilidade pública e tecnologia em contabilidade e administração fiscal foi atribuída em 1 de julho de 2025.
No entanto, o respectivo pagamento é efectuado pelo menos quatro semanas após a emissão do diploma. Além disso, Guerrero pagou primeiro a mensalidade e depois a taxa de inscrição, uma ordem que não estava de acordo com o protocolo acadêmico normal..
A inadimplência não se limita aos atrasos nos pagamentos. Tanto o recibo eletrônico quanto a reportagem mostram que o dinheiro foi depositado na conta oficial da Fundação Universitária San José e encontrado na plataforma Dian.

Este rejeitou a interpretação de que se tratava de uma actividade secreta ou fora do sistema institucional, contrariando a primeira posição assumida pelo reitor.
O impacto da instituição ocorre imediatamente após a publicação das evidências. O meio mencionado confirmou a demissão e a denúncia criminal de Luis Carlos Gutiérrez, secretário-geral da Fundação Universitária San José, nomeado responsável pela emissão de diplomas..
Da mesma forma, Francisco Pareja, o fundador da universidade, admitiu que Guerrero nunca foi oficialmente matriculado e que o diploma era ilegal, segundo os mesmos meios de comunicação. A denúncia que motivou a investigação foi apresentada por Jennifer Pedraza, representante da Assembleia.
O caso revelou a fragilidade do controle institucional na verificação das qualificações acadêmicas na Colômbia. Rádio caracol Recordando o primeiro sobre o “legalismo” na educação e na administração pública, cita o caso do ex-candidato presidencial Rodolfo Hernández, que também utilizou métodos oficiais para demonstrar a legalidade de atividades ilegais..
No caso de Guerrero, a existência de faturas eletrónicas registadas e pagas não impediu ações corretivas.
As evidências documentais destacam como os procedimentos administrativos podem fornecer uma visão clara da realidade em oposição à lei, expondo a fragilidade do sistema de controle no ensino superior colombiano.
Armando Benedetti negou publicamente qualquer relação com a Fundação San José ou com a suposta compra do diploma universitário de Juliana Guerrero, distanciando-se da denúncia apresentada por Jennifer Pedraza.

Num comunicado publicado na sua conta oficial X, o Ministro do Interior respondeu às acusações: “Não vejo Francisco Pareja, representante legal da Fundação San José, há 5 anos, não bebo vinho tinto e não falei ao telefone com ele nem com ninguém da Fundação”.
Benedetti descreveu as ações do representante como erradas Jennifer Pedraza ao tentar vinculá-lo à denúncia contra a instituição e afirmar que o MP o menciona “com má ideia para desempenho“.
O ministro acrescentou argumentos para evitar responsabilidades: “Quando Juliana Guerrero chegou ao Ministério do Interior, ela estava lá, aprimorando minhas pesquisas”.















