O presidente Gustavo Petro já está na República do Panamá, onde participará do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026, nos dias 28 e 29 de janeiro, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF). O presidente estava acompanhado do ministro da Agricultura, Comércio, Minas e Energia e Comércio Exterior.
Este fórum é o primeiro de muitos compromissos internacionais que Petro tem planeado para os próximos dias, no âmbito do encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agendado para terça-feira, 3 de fevereiro, em Washington.
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O Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026 reúne oito chefes de estado e de governo, bem como líderes públicos e privados da região. Os líderes participantes desta série são:
- José Raúl Mulinopresidente do Panamá
- Luiz Inácio Lula da SilvaPresidente do Brasil
- Gustavo Pedropresidente da Colômbia
- Daniel Noboapresidente do Equador
- Bernardo Arévalopresidente da Guatemala
- Rodrigo Pazpresidente da Bolívia
- André HolnessPrimeiro Ministro da Jamaica
- José Antonio Kastpresidente eleito do Chile
O fórum procura promover o diálogo, o intercâmbio e a construção de consenso sobre os desafios estruturais que a América Latina e o Caribe enfrentam.anunciando a visão do governo, do setor privado e da sociedade civil para o desenvolvimento da região.
Durante o evento, Painéis e mesas de trabalho abordarão temas como inclusão econômica, lutando contra a desigualdade, transformação digital, ARO, conversão de energia sim financiamento para o desenvolvimento sustentável. O CAF é o anfitrião e pretende fortalecer a cooperação regional através da participação de líderes, especialistas, acadêmicos e empresários.

A visita de Petro ao Panamá coincidiu com a presença do presidente equatoriano Daniel Noboa, onde a Colômbia enfrenta tensões diplomáticas e comerciais. O confronto ocorreu depois que o Equador anunciou uma tarifa de 30% sobre as exportações colombianas, dizendo que a administração Petro não estava cooperando na luta contra o crime fronteiriço.
O governo colombiano respondeu com medidas retaliatórias, incluindo a suspensão das vendas de energia ao Equador e a imposição de tarifas iguais a 30%, que deverão ser divulgadas esta sexta-feira, antes da implementação das tarifas equatorianas. Além disso, o Equador anunciou um aumento de 900% na taxa de transporte do petróleo colombiano através do Sistema de Oleodutos Transequatorianos.
Segundo a ministra das Relações Exteriores, Rosa Villavicencio, parece que não há intenção do Governo Noboa de negociar para acabar com o conflito.apesar de a Colômbia ter feito muitos apelos para encontrar um compromisso. A missão diplomática no Equador realiza uma reunião direta entre Petro e Noboa no Panamá, embora ainda não tenha sido confirmada.

Depois de passar pelo Panamá, Petro se concentrará na preparação para seu encontro com o presidente dos EUA, Donald Trumponde anunciou que temas como a Venezuela estarão no centro da discussão, juntamente com outras questões de cooperação regional.
Os primeiros líderes do fórum chegaram ao Panamá na terça-feira: Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Daniel Noboa (Equador) sim Bernardo Arévalo (Guatemala)recebido pelo Ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Martínez-Acha. O Presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, e o Primeiro Ministro da Jamaica, Andrew Holness, chegaram ao Aeroporto Internacional de Tocumen, recebidos pelo Ministro das Relações Exteriores, Carlos Hoyos. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, chegou na manhã de quarta-feira, e o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, deverá chegar em breve.

O CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe), fundado em 1970, financia projetos de infraestrutura, energia, água, educação, saúde e desenvolvimento social, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável e a integração regional. Até 2025, aprovou mais de 14,1 mil milhões de dólares em trabalhos de desenvolvimento e a carteira de investimentos atingiu 34 mil milhões de dólares.
O fórum permite a comunicação direta entre líderes governamentais, o setor privado e a sociedade civil, criando oportunidades para acordos bilaterais e multilaterais, projetos e estratégias conjuntas para enfrentar os desafios económicos e sociais na América Latina e nas Caraíbas. O encerramento inclui um documento com conclusões e recomendações, que servirá de orientação para governos e organizações participantes.















