O documento judicial que fundamenta o processo alerta que o presidente do Peru, José Jerí, considerou instruir as forças de segurança a entrarem na Embaixada do México em Lima, com o objetivo de cumprir a ordem judicial sobre a prisão preventiva de Betsy Chávez. Este facto motivou a apresentação de um pedido de ‘habeas corpus’ que visa, além do salvo-conduto, permitir a saída do ex-primeiro-ministro do país, para que nenhuma autoridade pública intervenha na sede diplomática mexicana. Segundo a mídia, é uma violação internacional entrar à força em embaixadas estrangeiras. Portanto, o Tribunal concedeu um prazo de três dias para que as partes envolvidas na ação se manifestassem.
Conforme noticiado pela mídia, o Tribunal peruano aceitou o processamento do ‘habeas corpus’ oferecido a Chávez, que foi condenado a onze anos e cinco meses de prisão por sua participação na tentativa de golpe liderada pelo ex-presidente Pedro Castillo em 7 de outubro de 2022. Chávez estava refugiado em Limas, no México, no ano passado. Um cidadão interpôs recurso junto ao presidente Jerí, ao Ministério das Relações Exteriores, à Procuradoria-Geral da República e à Justiça, e seu objetivo é proporcionar passagem segura para que o ex-primeiro-ministro possa deixar o país, que provavelmente irá para o México.
O procedimento judicial também pretende que, enquanto Chávez permanecer na Embaixada do México, nenhuma autoridade do Estado peruano tente atacar ou intervir na sua sede, tendo em conta o alerta sobre as possíveis consequências internacionais de tal ação. Conforme noticiado pela mídia, o apelo confirma que todas as ações das pessoas das missões diplomáticas vão contra os padrões internacionais e podem causar conflitos diplomáticos.
O despacho liminar, que permite o processamento do recurso, considera que são válidas as alegações que alertam para o possível perigo de uma intervenção armada na instituição diplomática, especialmente em presença da ordem de prisão preventiva acima referida do antigo chefe de gabinete. O tribunal responsável por este processo concedeu às entidades públicas arguidas um prazo de três dias para responderem às acusações formuladas e apresentarem as suas justificações.
De acordo com as informações recebidas, a entrega da rota segura é direcionada ao Ministério das Relações Exteriores e à Presidência da República. Esta passagem segura é essencial para que Chávez deixe o Peru sob a proteção da Embaixada do México, país para onde deseja se mudar após processar as condições.
O caso de Betsy Chávez causou tensão entre os governos do Peru e do México. A mídia explicou que, após a recepção de Chávez na sede diplomática mexicana, o Peru decidiu cortar relações diplomáticas com o México, intensificando a crise internacional causada pelo golpe fracassado de 2022. A sentença contra Chávez, proferida por sua participação nas atividades em torno da tentativa de golpe, é a base do processo jurídico que está sendo defendido e é dele neste momento.
O caso ainda aguarda apresentação pelas organizações acusadas. Até hoje, Chávez permanece na Embaixada do México em Lima, protegido enquanto os pedidos legais para deixar o país são resolvidos e as implicações legais e diplomáticas do seu caso são debatidas.















