Barcelona, 11 de fevereiro (EFE).- O ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo, Jaume Duch, garantiu que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) sobre a proteção do líder dos Junts, Carles Puigdemont, “chegou tarde” porque deveria ter surgido num momento em que poderia haver “resultados práticos”.
“Gostaria que não fosse uma ditadura, ou seja, que tudo fosse bem feito”, disse Duch durante a sessão de controlo do Governo no Parlamento, em resposta à pergunta do deputado dos Junts Francesc de Dalmases.
No dia 5, o TJUE anulou o procedimento do Parlamento Europeu para retirar a imunidade de Puigdemont e dos ex-ministros Toni Comín e Clara Ponsatí porque o relator que estudou o caso não garantiu a “exigência de imparcialidade”, por fazer parte do mesmo grupo do Vox, o ‘partido suspeito’ em Espanha.
Nenhum dos três políticos ocupou um assento no Parlamento Europeu até às eleições europeias de junho de 2024.
Na quarta-feira, Duch manifestou o seu “pleno respeito por todas as decisões judiciais, goste ou não”, bem como aquelas que “corrigem decisões anteriores” ou de outras instituições, e continuou a defender a implementação da lei de amnistia “para que todos possam vir para o país”. EFE
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