O juiz Francisco de Jorge Mesas, do Tribunal Superior, ordenou a desclassificação completa do resumo da parte separada do procedimento por contrabando e cumplicidade em crimes contra a humanidade relacionados com o comércio de aço em Israel. Esta decisão surgiu após o processo de acesso e registo da Polícia Nacional na sede de Sidenor, em Basauri (Bizkaia), operação que visava a recolha de documentos relacionados com as transações com a empresa de armas Israel Military Industries (IMSI), segundo os meios de comunicação que explicam o andamento do julgamento.
A decisão, de quarta-feira, indica que em 8 de janeiro de 2026 foi estabelecido o sigilo sumário no âmbito do processo preliminar 51/2025. Esta disposição foi prorrogada no dia 6 de fevereiro, quando foi concluída a ação policial nesta empresa, o juiz procedeu ao seu afastamento, permitindo a ambas as partes o pleno acesso aos documentos constantes do procedimento. De acordo com a decisão do tribunal, o pedido de renovação poderá ser apresentado no prazo de três dias após a notificação. A comunicação social destacou que a decisão ocorreu apenas um dia depois da intervenção policial na sede da siderúrgica, onde, ao fim de várias horas, os trabalhadores recolheram informações necessárias ao andamento da investigação.
O caso surgiu na sequência de uma denúncia apresentada pela Associação das Comunidades Palestinianas da Catalunha-Terra Santa, que levou à abertura do julgamento para esclarecer se o presidente da Sidenor, José Antonio Jainaga, e dois outros dirigentes cometeram crimes relacionados com o alegado fornecimento não autorizado de aço a um fabricante de armas israelita. Segundo a mídia, a investigação está focada em atividades realizadas sem solicitação do governo ou registro do comércio de acordo com as exigências do ordenamento jurídico, fato que consta de ofício do Comissário Geral de 10 de setembro do ano passado.
A alegação é que os funcionários da Sidenor conheciam o destino e o uso final do aço exportado, destinado à fabricação de armas pesadas e leves do IMSI. Segundo a comunicação social, a autoridade judicial afirma que os investigados têm “pleno conhecimento” da natureza dos seus clientes israelitas e da possível utilização bélica dos produtos exportados, de acordo com os dados recolhidos no caso.
Em resposta às acusações, o Presidente Jainaga e os outros dois directores compareceram em tribunal no dia 12 de Novembro para investigação. Durante a sua declaração, segundo relatos da comunicação social, Jainaga confirmou que a Sidenor “não cometeu qualquer ilegalidade na venda de aço a Israel” e defendeu que os materiais exportados não constavam da lista de produtos sujeitos a controlo especial pela administração. Em decorrência do incidente, a investigação tem estado ativa, buscando informações sobre se realmente houve contrabando e cooperação com crimes internacionais.
Segundo a imprensa, o departamento de investigação policial respondeu com uma declaração na qual manifestava a sua vontade de cooperar plenamente com as autoridades e afirmava que forneceria todos os dados necessários no âmbito da investigação. A empresa confirmou que as informações sobre suas atividades serão apresentadas com total transparência e diligência aos órgãos presentes na sede.
A investigação continua aberta com base no possível envolvimento dos dirigentes quer em contrabando, quer em vendas que foram efectuadas sem autorização do governo, quer em termos de cumplicidade em crimes contra a humanidade, considerando os motivos dos materiais exportados. O procedimento judicial e a divulgação de documentos procuram estabelecer com precisão a área de autorização, o registo de exportação e as responsabilidades dos interessados.
A mídia acrescentou que o documento que o partido vai levar agora decidirá sobre a confirmação do andamento jurídico, tanto da defesa quanto da acusação. Com esta desconfidencialização do resumo, inicia-se um novo processo onde todos os sujeitos envolvidos no processo podem acessar os detalhes das atividades empresariais, comunicações internas e relatórios oficiais. Espera-se que os documentos expliquem como foram gerenciadas as vendas, a natureza dos produtos exportados e o nível de conhecimento dos gestores da pesquisa sobre os clientes e o uso final do aço oferecido.
O desenvolvimento deste caso, marcado pela recente intervenção da polícia e pela abertura de acesso aos documentos, mantém a atenção na forma de exportação do sector siderúrgico e no controlo do governo sobre o comércio internacional, especialmente no que diz respeito aos equipamentos que podem ser utilizados pelos militares. As partes envolvidas – Sidenor e seu diretor, o promotor que reclama e a administração pública – aguardarão o próximo passo após a análise dos documentos contidos nesta parte separada, sob a proteção da recente decisão judicial proferida pelo Tribunal Superior.















