Seul, 12 fev (EFE).- O sistema judicial sul-coreano condenou quinta-feira o antigo ministro do Interior, Lee Sang-min, a sete anos de prisão pelo seu alegado papel na breve declaração de lei marcial do ex-presidente Yoon Suk Yeol, em dezembro de 2024.
Lee é o segundo membro do gabinete de Yoon a ser condenado por declarar estado de emergência, após a sentença de 23 anos de prisão proferida no mês passado ao ex-primeiro-ministro Han Duck-soo.
O Tribunal Distrital de Seul emitiu hoje o veredicto contra Lee, citando que o ex-ministro desempenhou um papel fundamental na emissão do veredicto.
A equipa especial de acusação que liderou a investigação pediu 15 anos a Lee, alegando que este era cúmplice das revelações, e também ordenou que a polícia e os bombeiros da altura cortassem a electricidade e a água aos meios de comunicação críticos daquele governo.
O tribunal considerou Lee culpado de perjúrio depois de negar, durante o julgamento de Yoon em fevereiro do ano passado, que ele tivesse dado ou recebido tais instruções do ex-presidente agora deposto.
Tal como aconteceu com a decisão de Han, o tribunal também decidiu que a decisão de Yoon era traição.
“As ações rebeldes minam os valores fundamentais da democracia e punições severas são inevitáveis, mesmo que tenham alcançado os seus objetivos”, disse o tribunal, de acordo com os detalhes da sentença, que foi transmitida pela televisão, informou a agência de notícias Yonhap.
O julgamento criminal do ex-presidente Yoon terminou no mês passado e a equipa especial de acusação procurou a pena máxima para a sedição, a pena de morte, que o país asiático tem uma proibição efectiva desde 1997.
Na quinta-feira da próxima semana, o veredicto do tribunal deverá ser emitido a este respeito. EFE















