O Supremo Tribunal confirmou o mandado de detenção internacional de Carlos Ramón González, identificado como um dos focos do caso de corrupção na Unidade Nacional de Gestão de Riscos (Ungrd).
Esta decisão mantém o carácter global da busca efectuada pela detenção do antigo director do serviço administrativo da presidência da república (Dapre), após a sua participação nas actividades sob investigação.
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De acordo com as informações fornecidas por Em FMesta decisão confirma as medidas de segurança impostas pelo Tribunal Superior de Bogotá e tem uma perspectiva diplomática: o Governo da Nicarágua concedeu asilo a González após o pedido oficial do presidente Gustavo Petro em 15 de agosto, método rejeitado pelo Executivo colombiano por razões políticas.
Em decisão de 23 páginas, a Câmara dos Procuradores Cíveis, Agrários e Rurais confirmou a decisão de 14 de outubro de 2025, dando provimento à ação constitucional do juiz de primeira instância e descartando qualquer possível violação da presunção de inocência de González.

O documento indica que o suposto acordo de entrega de propina do ex-senador Iván Name se baseou na conclusão da Câmara Penal do Tribunal Superior de Bogotá, segundo reportagens da mídia.
O documento penal, liderado pela Nona Procuradoria e pelo 11º Procurador recomendado pelo Supremo Tribunal, María Cristina Patiño e Gabriel Sandoval, descreve os crimes atribuídos a González: suborno de presentes ou doações, peculato através de financiamento a terceiros e lavagem de dinheiro.
Os promotores o acusam de ordenar, como diretor do Dapre, um contrato no valor de 70 bilhões de dólares destinados aos ex-presidentes do Senado e da Assembleia, Iván Name (60 bilhões de dólares) e Andrés Calle (10 bilhões de dólares), em troca de apoio a projetos governamentais.

A investigação judicial confirmou que González, durante o encontro mantido com Olmedo López em setembro de 2023 no Palácio de Nariño, coordenou esta ação. Devido aos repetidos pedidos de Name e Calle, González teria instruído López a entregar, com o mesmo objetivo, uma propina de 4 bilhões de dólares aos dois legisladores.a liberdade foi agora retirada por ordem do Supremo Tribunal.
Iván Name e Andrés Calle, que lideraram o Senado e o Senado, pertencem ao partido Alianza Verde e ao Partido Liberal, enquanto González é o presidente da Alianza Verde e ex-ativista do M-19, segundo informações do Em FM. O objetivo, diz a investigação, é influenciar as grandes reformas do governo de Gustavo Petro para evitar que o Congresso as impeça.
A situação internacional complica ainda mais a situação. Após o pedido de asilo processado pela embaixada da Colômbia na Nicarágua e a resposta da administração Ortega Murillo, o Ministério das Relações Exteriores e Justiça da Colômbia confirmou que “González procura acusações criminais ordinárias”, sem motivação de perseguição política, segundo comunicações oficiais recolhidas pelo noticiário.

A aprovação da Suprema Corte mantém ativa a busca internacional por Carlos Ramón González, ampliando o campo judicial e diplomático do caso. Os julgamentos continuam sob o argumento criminal tradicional, enquanto o foco permanece nas implicações políticas e jurídicas da extradição e do asilo.















