A prefeitura de polícia de Paris ainda está aberta à investigação para esclarecer as circunstâncias do uso de força letal durante o último incidente na rodoviária de Gobelins, ocorrido na tarde de quarta-feira no 13º arrondissement. Um homem continua em estado crítico depois de ter sido baleado no estômago pela polícia, após ter protagonizado um ataque com faca num autocarro, segundo informou a agência EFE junto de fontes oficiais.
Segundo a EFE, a operação começou às 17:00, quando um alarme mobilizou a polícia na zona sul da capital francesa, na sequência de relatos de um sujeito que apresentava comportamentos violentos numa paragem de autocarro. Segundo informações recebidas, a pessoa passou a perseguir os passageiros e o motorista, portando uma faca e colocando em risco quem estava no local. O motorista da linha municipal ativou os dispositivos de segurança recém-instalados, incluindo telas blindadas, e refugiou-se atrás dos guardas, enquanto um dos passageiros tentava, sem sucesso, deter o agressor.
Após uma intervenção malsucedida do passageiro, o agressor empurrou o criminoso para fora do ônibus, que se estendia até o acostamento da estrada próximo à localidade de Gobelins, segundo boletim de ocorrência da EFE. Os primeiros policiais que compareceram ao local usaram inicialmente uma arma de choque como forma de subjugar o homem, em linha com o protocolo operacional da polícia de Paris que visa priorizar métodos não letais. Segundo a EFE, esta primeira tentativa falhou ou desarmou o agressor.
Enquanto as ameaças continuavam, um dos policiais optou por usar seu equipamento de proteção e disparou vários tiros que atingiram a pessoa no estômago, segundo a agência EFE, segundo nota da Prefeitura de Polícia. Depois de usar força letal, os médicos intervieram no local e levaram o homem gravemente ferido para um hospital próximo, onde permanece em cuidados intensivos.
Segundo informações da Prefeitura de Polícia identificadas pela EFE, ninguém ficou ferido durante o deslocamento policial, nem entre os passageiros nem entre os policiais envolvidos. As autoridades, acrescentou a EFE, mantiveram em segredo a identidade do agressor e, até ao encerramento da reportagem, não revelaram os dados da pessoa que estava hospitalizada.
No que diz respeito às medidas de segurança nos transportes públicos parisienses, a Prefeitura recordou a recente implementação de barreiras blindadas para as pessoas que conduzem, a fim de reforçar a segurança em casos de violência como a registada em Gobelins. Estes dispositivos fazem parte do plano de renovação e segurança, embora a EFE não tenha descrito os detalhes técnicos da implementação destas telas para instalação ou limitação da violência neste caso particular.
Sobre a atuação dos policiais, a EFE enfatizou que os trabalhadores seguem passo a passo a intervenção, utilizando inicialmente dispositivos como pistolas elétricas ou dispositivos imobilizados, poupando o uso de armas em situações de perigo direto e iminente para a vida de outras pessoas ou dos próprios policiais.
O Distrito XIII, local onde ocorreu o incidente, caracteriza-se por uma elevada densidade populacional e pela penetração de utilizadores de transportes públicos, o que confere especial importância à implementação de medidas preventivas e protocolos de ação rápida contra este tipo de ameaça.
Após o ocorrido, parte do processo de investigação consiste na análise do material gravado e na coleta de depoimentos, conforme procedimento usual nos casos de uso de arma de fogo pela polícia. Conforme explicado detalhadamente pela agência EFE, a Prefeitura de Polícia examina os vídeos feitos no local e as versões das testemunhas diretas para explicar o motivo do ataque, o desenvolvimento do incidente e a justificativa do uso da força letal.
A polícia de Paris, conforme noticiado pela agência EFE, permanece sigilosa sobre o desenvolvimento do processo criminal. As autoridades não divulgaram o motivo do agressor ou mais detalhes sobre sua identidade. O estado do ferido no hospital continua a ser monitorizado de perto, enquanto a investigação procura determinar o quadro jurídico para a intervenção policial e todas as circunstâncias do ataque armado.















