Bruxelas, 12 de fevereiro (EFE).- A ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, anunciou quinta-feira que participará na nova operação de vigilância reforçada pela NATO ‘Arctic Sentinel’ a pedido do comando militar aliado.
“A colaboração será o que o SACEUR, nosso comandante parceiro, pede em todos os momentos, o que cada país diz, como trabalham juntos e para que missão”, disse Robles aos jornalistas durante a sua participação na reunião dos Ministros da Defesa da NATO.
O Comandante Supremo Aliado na Europa (SACEUR), General da Força Aérea dos Estados Unidos Alexus G. Grynkewich, é responsável pela concepção das operações militares da Aliança, incluindo o ‘Arctic Sentry’, que está activo desde quarta-feira.
Robles disse que hoje os ministros destacaram “por unanimidade” a importância desta operação de monitorização reforçada, que consideraram “excelente” para “garantir a segurança na região do Ártico”.
Lembrou que “Espanha participa em todas as missões da Aliança Atlântica de acordo com as competências que nos são exigidas em cada momento, tanto no mar como no ar”.
Neste sentido, destacou que Espanha já participa numa outra operação de monitorização mais intensiva nos países bálticos, a ‘Sentinela do Báltico’, e existe na missão da Aliança no leste, bem como nas forças navais e aéreas da NATO.
Robles destacou também o apoio do ‘Sentinela do Ártico’ do representante dos Estados Unidos hoje na reunião ministerial, o vice-secretário da Guerra, Elbridge Colby, bem como do seu amigo da Dinamarca.
“A ideia principal que queremos transmitir é que a Aliança Atlântica deve estar unida agora, mas o risco é representado pela Rússia, e precisamente porque o risco é representado pela Rússia, a missão da Aliança Atlântica é necessária para reforçar o controlo”, explicou.
Deixou claro que Espanha está sempre disposta a participar nas atividades na região do Ártico, “mas sempre dissemos que está sob a missão da Aliança Atlântica”, destacou.
O Quartel-General das Forças Aliadas (SHAPE), baseado em Mons (sul da Bélgica), anunciou na quarta-feira o lançamento do ‘Arctic Sentinel’ após algumas semanas de preparação por Grynkewich.
O SHAPE explicou em comunicado que a medida visa “fortalecer ainda mais a posição da NATO” no Ártico e no Norte, e “aumentar a sua presença a longo prazo” na região, e isto depois da reunião realizada no mês passado em Davos (Suíça) entre Rutte e o presidente dos Estados Unidos, após a qual Donald Trump reduziu o seu interesse em ter outra Gronelândia, dependendo da Dinamarca ser um território autónomo.
Nessa reunião, os dois líderes concordaram que a NATO assumiria “um papel mais cooperativo na segurança da região, tendo em conta as atividades militares da Rússia e o interesse crescente da China na região”, disse o SHAPE.















