A candidata presidencial Paloma Valencia garantiu que a reeleição não deve ser vista como um problema para ela no sistema político colombiano, dizendo que há uma visão negativa exagerada dela.
Em entrevista recente, o dirigente destacou que o debate deve ser conduzido com maior estabilidade institucional e sem preconceitos automáticos, no contexto da discussão sobre a reforma da constituição ou da Assembleia Nacional sobre a Constituição.
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Valencia explicou que os números da reeleição não só podem ser analisados, mas também pela estabilidade que podem oferecer a um governo que funciona bem.
“Há mais demonização da reeleição do que deveria. Não acredito que a reeleição seja ruim”disse, destacando que há cidades e países onde a continuidade do governo permite a consolidação de projetos de sucesso e evita o declínio das instituições estatais.
Neste contexto, o candidato reafirmou que, embora aceite a importância da abordagem em alguns casos, não a considera uma prioridade para a Colômbia neste momento, dado o atual conflito político.
Em entrevista com Rádio Azulconfirmou que o país já tinha tomado a decisão de cancelar as eleições presidenciais e que a revisão significaria um processo difícil que poderia aumentar a incerteza. “A Colômbia não precisa de outra eleição presidencial hoje”ele disse.
O senador do Centro Democrático também decidiu que, caso viesse para a Casa de Nariño, promoveria as reformas para obter benefícios especiais desta figura.
“Não serei eleito. Quero ter um bom governo e deixar um bom sucessor.” ele disse. Segundo a sua explicação, a prioridade é garantir a estabilidade e os resultados, e não abrir um debate que possa aprofundar o conflito ou desviar a atenção dos problemas estruturais do país.

Na conversa, Valência relacionou o assunto à sua rejeição à convocação de uma Assembleia Constituinte, proposta que tem causado polêmica no cenário político. O dirigente garantiu que a nova constituição não resolverá os grandes problemas do país e alertou que este tipo de medidas devem acontecer através do consenso e não do confronto. “A Constituição foi concebida para selar contratos, não para abrir feridas”, disse ele.
Um dos centros da sua intervenção é a economia e a economia do país. Valência anunciou que o próximo governo enfrentará uma situação difícil, com dívidas elevadas e défices financeiros, razão pela qual levantou a necessidade de reduzir a dimensão do Estado e promover o crescimento económico. Nesse sentido, propôs a redução de impostos e o fortalecimento do investimento privado como forma de criar empregos e melhorar a renda dos colombianos.
Da mesma forma, fez fortes críticas ao governo do presidente Gustavo Petro, acusando-o de má gestão e de aumento da dívida pública. Segundo ele, o país vive uma “grande crise financeira” e alertou que o défice poderá situar-se entre sete e dez por cento do produto interno bruto. Para fazer face a este panorama, enfatizou a necessidade de implementação de austeridade e medidas de gestão eficazes.

Este candidato também falou sobre a paz, que afinal é uma das prioridades do governo. Disse que é necessário restaurar a autoridade do Estado nas áreas afectadas por grupos armados ilegais e lutar contra o recrutamento de menores.
“A violência é inevitável”, disse ele, insistindo que a resposta deve combinar a estabilidade institucional com programas sociais que ofereçam opções às comunidades.
Por fim, Valência garantiu que a sua ambição presidencial procura apresentar uma alternativa focada em resultados concretos e não na retórica. Reiterou que o seu objectivo é restaurar a confiança dos cidadãos, promover o crescimento e fortalecer as instituições governamentais.
“Política não tem a ver com retórica, tem a ver com realidade”disse, sublinhando que a sua proposta se baseia em garantir estabilidade, segurança e liberdade ao país nos próximos anos.















