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Lagarde planeja encerrar seu cargo como chefe do BCE, disse ela em entrevista

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Madrid, 20 fev (EFE).- A francesa Christine Lagarde mantém o “cenário básico” de completar o seu mandato como presidente do Banco Central Europeu (BCE), que termina em outubro de 2027, apesar de informações que apontam para a possibilidade de uma saída antecipada.

“Quando olho para trás ao longo dos anos, acho que conquistamos muito; eu realizei muito”, disse ele em entrevista ao The Wall Street Journal na quinta-feira.

“Precisa de ser fortalecido e tornado muito forte e confiável. Portanto, o meu princípio é que nos levará até ao fim do meu mandato”, acrescentou.

Lagarde disse à imprensa norte-americana que a sua missão está centrada na manutenção da estabilidade financeira e de preços, bem como em “proteger o euro” e garantir que este seja “forte, forte e compatível com o futuro da Europa”.

Em entrevista, o presidente do BCE recusou comentar a notícia publicada pelo Financial Times na quarta-feira que indicava a possibilidade da sua demissão antes de outubro de 2027.

“A presidente Lagarde está totalmente focada na sua missão e não tomou uma decisão sobre o fim do seu mandato”, disse à EFE um porta-voz do BCE sobre este ponto, sem o negar explicitamente.

A saída antecipada de Lagarde abrirá a porta ao presidente francês Emmanuel Macron para influenciar a nomeação do seu sucessor antes das eleições presidenciais em abril de 2027. A França ocupou a presidência do BCE duas vezes.

Embora as eleições oficiais coincidam com as dos 27 chefes de estado e de governo da União Europeia, países como a França e a Alemanha desempenham um papel importante nas negociações, muitas vezes associadas à nomeação de outras comunidades.

A nomeação de Lagarde em 2019 fez parte de um pacote que incluía a nomeação da alemã Ursula von der Leyen como presidente da Comissão Europeia.

Nas últimas semanas, os rumores sobre uma possível saída antecipada de Lagarde regressaram, na sequência do anúncio da saída do governador do Banco de França, François Villeroy de Galhau, prevista para junho, mais de um ano antes do final do seu mandato e também antes das eleições presidenciais francesas.

Além disso, o mandato de dois outros membros do conselho de administração do BCE, o economista-chefe Philip Lane e Isabel Schnabel, termina no próximo ano.

Questionada sobre se uma saída antecipada poderia afetar a independência política do BCE, Lagarde respondeu que a instituição era “muito respeitada e confiável”. EFE



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