Início Notícias Luis Enrique Jiménez empossado Ministro da Justiça: o perfil do funcionário que...

Luis Enrique Jiménez empossado Ministro da Justiça: o perfil do funcionário que herda o SUNIR e aguarda a reforma das prisões

18
0

Luis Enrique Jiménez Borra assumiu esta tarde o Ministério da Justiça e Direitos Humanos no contexto de transição, com a implementação do SUNIR e a reforma das prisões. Foto de : MINEM

É terça-feira Luis Enrique Jiménez Borrafoi empossado como Ministro da Justiça e Direitos Humanos do gabinete Denise Mirallesdentro da estrutura do governo de transição do presidente José Maria Balcázar. A cerimónia de tomada de posse realizou-se esta noite, às 18:20quando a agenda foi repetidamente adiada no meio de relatórios de alterações de última hora sobre a formação do novo Conselho de Ministros.

O adiamento da lei protocolar foi precedido por intensas negociações políticas e rumores sobre possíveis alterações em algumas pastas, num contexto marcado pela proximidade do processo eleitoral e pela necessidade de assegurar um gabinete com informações técnicas e de curto prazo. O chefe das notícias Ministério da Justiça e Direitos Humanos Como tal, gere de forma breve mas estratégica num contexto de transição institucional e de elevada pressão política.

Ministério da Justiça. (Foto: Agência
Ministério da Justiça. (Foto: Agência Andina)

A formação do gabinete foi concluída seis dias depois de Balcázar assumir a Presidência, em 18 de fevereiro, após a renúncia do governo de José Jeri. No dia anterior, chegou-se a dizer que o economista Hernando de Soto poderia liderar o conselho de ministros, o que pode não ter acontecido no final. Neste caso, o Ministério da Justiça tornou-se uma das pastas com maiores desafios herdados e com menor espaço para ação política.

Esta tarde, Luis Enrique Jiménez Borra assumiu a pasta de Justiça e Direitos Humanos, chegando ao cargo com sólida formação acadêmica e ampla experiência em administração pública. Advogado de profissãotenha um Mestrado em Gestão e Análise de Políticas Públicas da Universidade Carlos III de Madrid (UC3M) e um Doutor em Governo e Política da Universidade de San Martín de Porres, além de um um mestrado em relações internacionais e marketing da mesma instituição.

Luis Enrique Jiménez Borra, nomeado
Luis Enrique Jiménez Borra, nomeado Vice-Ministro de Hidrocarbonetos em dezembro de 2025, ocupou cargos no Município de Lima, em outros municípios, ministérios e na OEA. Foto: Revista ProActivo

Ele foi nomeado em dezembro de 2025 Vice-Ministro dos Hidrocarbonetos do Ministério da Energia e Recursos Minerais (MINEM). Anteriormente trabalhou como Conselheiro do Município Metropolitano de Lima (2007-2010 e 2015-2018), ocupou cargos administrativos nos municípios de San Isidro e Santa María del Mar, e trabalhou como consultor da Organização dos Estados Americanos (OEA) e no Ministério dos Transportes e Comunicações, e Habitação, Construção e Saneamento.

Além disso, ele aplicou o educação em universidades de prestígio no país, como a UNMSM e a UNFV, confirmando sua expertise em administração pública. Jiménez Borra ocupa a pasta da Justiça no contexto de transição, com a responsabilidade de desenvolver a reforma das prisões, a implementação do SUNIR e outros desafios importantes até que o setor seja transferido para o próximo governo após as eleições.

O novo ministro assume uma área de reforma que foi iniciada, mas ainda não concluída. O mais importante é criar o Revista Nacional de Internamento e Ressocialização (SUNIR)anunciou o chefe do setor no início de fevereiro, Valter Martinez. O regulamento, aprovado por decreto legislativo do Conselho de Ministros, propõe uma reforma profunda do sistema prisional nacional.

No campo da segurança,
No campo da paz, o presidente anunciou que promoverá a reforma do INPE, com a qual trabalhará o Ministério de Estado. Foto: Instituto Videnza

SUNIR foi criado para substituir o Instituto Penitenciário Nacional (INPE) e consolidar o seu trabalho com o do Programa Nacional do Centro Juvenil, com o objetivo de unificar a gestão do encarceramento e da reconciliação sob uma única autoridade administrativa. Embora o decreto esteja pronto para ser editado no Jornal oficial El Peruanoenquanto se aguarda a sua implementação.

Entre as tarefas herdadas pela nova gestão estão o lançamento do SUNIR, a transferência de autoridade e recursos, a aprovação de regulamentos internos e a nomeação de um líder com formação técnica. Tudo isto deve ser avaliado no contexto da transição, com o calendário eleitoral em curso e a perspectiva de uma nova mudança de governo nos próximos meses.

Isto é agravado pelos problemas estruturais da prisão: sobrelotação, falta de infra-estruturas e classificação inadequada dos reclusos, factores que foram aceites pelo governo cessante, mas que exigem soluções de médio e longo prazo, que o actual governo de transição não consegue compreender.

Uma instituição que controlou a fuga
A instituição decidiu fugir dos presos. | INPE

Outra frente ainda aberta é a da reformas disciplinares promovidas durante a gestão de Walter Martínez. No quadro do estado de emergência devido à instabilidade dos cidadãos, o Ministério da Justiça apelou a medidas para reforçar a princípios de poder na prisãotais como revistas regulares, transferências de prisioneiros de alto risco e restrições às comunicações telefónicas.

Da mesma forma, foram anunciadas as alterações nos protocolos internos que incluíam o uniforme deve ser usadoele corte de cabelo para presos do sexo masculino e estabelecendo regras regulatórias. Estas medidas geraram apoio do Executivo, mas também questionamentos de familiares de presos e organizações de direitos humanos, que denunciaram a possível violação de direitos básicos, especialmente de presos sem punição definitiva.

Alias, 'O Monstro' foi transferido
Alias, ‘El Monstruo’ foi transferido para a base naval de Callao. – Crédito: INPE

ele monitoramento de chamadas telefônicas das prisões, proposta como uma ferramenta para impedir sequestros e crimes nas prisões, permaneceu no processo de avaliação e exigiu maior institucionalização e apoio jurídico. O mesmo foi dito uma revisão completa do sistema prisional Foi apresentado como um processo gradual, cujo resultado final dependeria da próxima gestão.

Com este panorama, o novo Ministro da Justiça inicia as suas funções com uma agenda repleta de problemas pendentes, decisões fortes e reformas pendentes, num governo de transição que deve equilibrar a continuidade das instituições do Estado, o respeito pelos direitos fundamentais e a estabilidade política até à mudança de comando.



Link da fonte

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui