O thriller político O Agente Secreto confirmou seu lançamento nos cinemas na Argentina em 26 de fevereiro de 2026, compartilhado por O MAL sim bonitinho. O trabalho de Kléber Mendonça Filho colecionou prêmios no cenário internacional, incluindo o prêmio de melhor diretor lá Festival de Cinema de Cannes 2025o Globo de Ouro e quatro indicações para Prêmios da Academia® 2026.
“O cinema é um meio incrível para explorar o tempo“, disse Kleber Mendonça Filho conforme depoimento registrado no comunicado oficial.
Do ponto de vista do ator, Wagner Moura destacou a abordagem social do filme e a representação da identidade brasileira: “Agente Secreto fala muito sobre memórias e a importância de preservá-las. Não é apenas a memória de um indivíduo, mas a memória de uma nação“, disse o protagonista em comunicado incluído no documento partilhado pela MUBI.
O filme estreou mundialmente Cannes 2025pelo qual Moura ganhou o prêmio de melhor ator. Produções brasileiras conquistaram os prêmios FIPRESCI e Cinema Art House, entre outros Globo de Ouro nas categorias Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Ator (Drama).

Na sinopse, O Agente Secreto conta a história de um professor universitário que, durante o Festival do Recife de 1977, se vê envolvido em uma rede de espionagem e vigilância política, tema que o próprio Moura resumiu em entrevista recente: “Ele corre perigo apenas por ser quem é, por defender os valores que defende. É assim que o autoritarismo funciona em todos os lugares“.
A campanha pela preservação da cultura e pela influência da identidade recebeu claro destaque de Moura: “Não existe país desenvolvido sem cultura, sem identidade. Você assiste a um filme brasileiro, você vê um pedaço do Brasil e sua história. Isto é importante“.

Mendonça Filho enquadrou seu trabalho na meditação: “Os militares são um trauma que nunca foi realmente explorado. Você não pode simplesmente dizer: ‘Vá em frente, esqueça.’ Uma crosta se forma nele. O mesmo se aplica a todo o país“.
O diretor ambientou a ação em sua cidade natal, Recife, no auge da ditadura brasileira. Ele falou sobre o impacto do cinema e a necessidade de uma perspectiva local: “Consumimos coisas incríveis de muitos lugares – de Akira Kurosawa no Japão a Elvis Presley na América do Sul. Sou brasileiro e o filme é brasileiro. Se for bom, será universal“.

A tradução de Tânia Maria, de 78 anos, ficou para a história como um caso único. Mendonça Filho referiu-se ao ator com elogios técnicos: “Movimentos de pássaros, uma voz desenvolvida por 60 anos de cigarro e um gume afiado.”, confirmou ao explicar que a personagem Dona Sebastiana foi escrita para combinar com Maria.
Sobre a identidade cultural retratada na tela, o próprio ator observou: “Fotografia é divertido e as fotos de Kleber Mendonça parecem imitar a nossa vida. A vida de Dona Sebastiana é a minha vida. Sempre adorei receber pessoas e sempre adorei reclamar“.
Desde sua transformação pública, o ator manifestou seu desejo antes do ciclo de premiação: “Eu quero ir ao Oscar. E eu quero fazer minhas próprias roupas. Será vermelho, muito brilhante“.















