A Argentina está passando por um importante ponto de viragem na economia digital. De acordo com o último relatório NubeCommerce 2026 por Tiendanubeo comércio eletrónico local saiu da fase de expansão impulsionada apenas pelo volume para entrar numa fase de maturidade marcada pela eficiência operacional, profissionalismo e inteligência artificial (IA) como motor estrutural do crescimento. A tecnologia não é mais um acessório: é o sistema nervoso do negócio.
O relatório foi submetido Mar del Platapara o início do ano e no balanço e análise do desempenho do comércio eletrónico durante o ano de 2025. A experiência foi completada com a realização do de Luccianoa famosa sorveteria artesanal de Mar del Plata, um dos clientes do setor que hoje está presente em diversos mercados ao redor do mundo.
A tendência mais perturbadora prevista pelo relatório é o aumento dos chamados “trade-offs”. A evolução é clara: desde simples bots que respondem perguntas frequentes até agentes IA autônoma que atua como mediador digital 24 horas por dia, 7 dias por semana. Estes sistemas não só informam, mas aconselham, recomendam produtos, negociam condições e até fecham vendas sem intervenção humana. “Marketing é uma conversa”, observou ele. Franco RadaveroGerente Geral da Tiendanube na Argentina e responsável pela apresentação do relatório.
Os números apoiam a mudança. Segundo estudo da empresa, na Argentina as grandes marcas já submetem 65% de suas consultas a sistemas automatizados. Um caso em questão é Nuvem de bate-papouma solução nativa do domínio, que é capaz de resolver o 61,3% dos usuários são céticos. Além disso, trabalha com a personalidade de cada marca e pode criar um carrinho de compras em tempo real durante a conversa, introduzindo a experiência e a conversão no mesmo fluxo.

Com o mercado que já concluiu 79,5% da compra celular de alta qualidadea melhoria de Confira tornar-se estratégico. ele checkout acelerado —que permite comprar com um único clique, mantendo os dados seguros— reduz o tempo de compra em 30% e aumentar as vendas diretas em 8%.
Em software, a centralização tecnológica permitiu economia até 15% de desconto no frete, facilitando a estratégia de “frete grátis”.que já está representado 42% do pedido, sem prejudicar o lucro.
A mensagem para o ano de 2026 é clara: a inteligência artificial já não é uma vantagem competitiva opcional, mas tornou-se a infra-estrutura básica do comércio digital. Nesta nova fase, o sucesso não é dos que mais crescem, mas dos quem cresce melhor, usar a tecnologia para transformar dados individuais em decisões estratégicas.
DEF participou de apresentações e conversou com Franco Radaveroíndice para o ambiente digital e porta-voz Storecloud. Durante a palestra foram discutidos os principais desafios enfrentados pelas empresas argentinas na adoção da inteligência artificial, o papel dos líderes neste processo e as tendências que marcarão o futuro do comércio eletrônico.
-Na apresentação você mencionou que cerca de 40% das empresas já utilizam IA na formação. Quais são os principais desafios desse processo hoje?
– O principal desafio é familiar a quase todos, fora o estilo de liderança: há muitas ferramentas novas o tempo todo que causam ansiedade constante. Surge a questão de continuar num setor ou migrar para outro porque “agora é melhor”. O importante é obter as ferramentas que você realmente precisa, que se aplicam ao seu negócio e como integrá-las ao processo específico. Não se trata de usar tudo, mas de usar bem.

-É mais difícil nas PME ou nas empresas com liderança mais tradicional?
-Sim, porque muitas vezes equipamentos especializados estão facilmente disponíveis para grandes empresas. Para as PME, é difícil conseguir uma solução verdadeiramente personalizada. Portanto, muitos usam ferramentas maiores como Gemini ou ChatGPTque funciona bem como ponto de partida. É importante compartilhar conhecimento, educar e falar de casos reais.
-Há alguma barreira ao uso de IA?
-Está cada vez menor. Em geral, estamos falando de uma licença de 20 ou 50 dólares, o que, no ramo empresarial, não é alto. o O maior obstáculo é a cultura. Em tecnologia, introduzimos o pensamento experimentar, cometer erros e mudar rapidamente.
-Como você faz isso pensamento em Tiendanúbe?
-Não temos curso obrigatório de IA. O que fazemos é compartilhar muito conhecimento. Temos um canal onde as equipes compartilham o que estão tentando, o que funcionou para elas e o que não funcionou. Dispomos também de equipamentos “aprovados”, especialmente para questões de segurança da informação. Nem tudo pode ser integrado à IA gratuitamente. Quando uma ferramenta mostra valor e pode atender muitas pessoas, deixamos isso para toda a empresa.

-No relatório, falou-se muito sobre trabalhadores de IA. O que você acha do Tiendanube?
-Cloud Chat é apenas o começo. Estamos construindo um ecossistema de agentes: um para projetar a loja, um para criar conteúdo (imagens, vídeos, descrições), um para ser consultor de marketing e outro para melhorar a solução técnica. É como ter uma pequena agência e equipe de consultoria dentro da plataforma.
-Que outras tendências você considera fortes no futuro?
-Integração total do canal. Hoje existem marcas que vendem sua loja online, no Instagram, TikTok, WhatsApp e em lojas físicas. O desafio é integrar o banco de dados, os dados e a experiência. É por isso que preferimos conversar varejo combinado, mas não omnicanal: uma marca única que vive em espaços diferentes, mas tem uma experiência concreta.
-O relatório também discute a compre pessoalmente. Como você avalia isso para o mercado argentino?
– Atualmente não existem barreiras tecnológicas compre pessoalmente (venda de produtos por entrega direta com compras em tempo real), mas barreiras culturais. O cliente não vai pedir isso É uma ferramenta que começa a despertar o interesse pela marcaprincipalmente como forma de diferenciar e criar conexão com o público. Diferentemente do cenário internacional, o compre pessoalmente local permite que você fale a mesma linguagem, compreender o código cultural e mostrar os resultados na experiência real.

No entanto, não vemos isso como algo que por si só mudará a empresa. é Outra alavanca na ferramenta de marketing: pode impulsionar as vendas, unir fundadores ou equipes de marca e fortalecer o vínculo com os clientes, mas não é uma solução estrutural. O seu crescimento pode ser progressivo e complementar, mas não disruptivo.















