As autoridades chinesas pediram esta quarta-feira ao governo norte-americano que pare a “campanha comercial” depois da ameaça feita na véspera pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, contra Espanha por não permitir a utilização das bases de Rota e Morón no âmbito do ataque lançado no sábado com Israel contra o Irão.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, atacou esta posição durante uma conferência de imprensa e sublinhou que “as ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão violam o direito internacional”. “O comércio não deve ser instrumentalizado ou usado como arma”, afirmou, segundo o jornal chinês ‘Global Times’.
Ele também falou sobre a situação do Estreito de Ormuz – importante rota de transporte de petróleo e gás no mundo – e enfatizou que “as águas ao seu redor são o principal canal internacional de comércio”.
“Proteger a segurança e a estabilidade nesta região é um interesse comum da comunidade internacional. A China insta todas as partes a interromperem imediatamente as operações militares, para evitar a escalada das tensões e um maior impacto na economia global”, disse ele.
Na terça-feira, Trump criticou a recusa da Espanha em aumentar os gastos com defesa para 5% do PIB numa declaração aos jornalistas durante a visita do chanceler alemão Friedrich Merz aos Estados Unidos e disse que o país era um aliado “terrível” da NATO. Além disso, discutiu o uso da base e perguntou se a Espanha poderia vetar o uso da base.















