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FlixOlé comemora 100 anos de Paco Rabal com quase 50 filmes especiais

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O próximo dia 8 de março marca o 100º aniversário do nascimento de Francisco Rabal, ator de filmes como ‘Viridiana’ de Luis Buñuel ou ‘Os Santos Inocentes’ de Mario Camus. E para comemorar o centenário do único jogador Aquiline, o FlixOlé apresenta um vídeo tour com um ciclo que estará disponível a partir de sexta-feira, 6 de março, e inclui cinco adições ao catálogo da plataforma.

Da sua ascensão no cinema espanhol no final dos anos 40 aos famosos atores que deu vida na sua maturidade de ator, esta coleção inclui também cinco estreias no FlixOlé: ‘Llanto por un bandido’ (Carlos Saura, 1964), ‘Fra Diávolo’ (Giorgio Simonelli e Miguel Lluch, ‘1962) 1960), ‘Goya, a história da solidão’ (Nino Quevedo, 1971) e ‘O homem que perdeu a sombra’ (Alain Tanner, 1991).

Ator de personalidade irresistível, voz profunda e olhar brilhante, Paco Rabal tem uma das carreiras mais brilhantes da história do cinema espanhol. De origem humilde, o murciano mergulhou no mundo do trabalho como eletricista nos Estúdios Chamartín. Mais tarde, começou a construir sua presença nas telas sob a direção de Rafael Gil em filmes como ‘Guerra de Deus’.

Trabalhou com cineastas de todos os estilos e gerações, de José Luis Sáenz de Heredia a Luis Buñuel. Internacionalmente, trabalhou com diretores da estatura de Michelangelo Antonioni, Luchino Visconti, Claude Chabrol e William Friedkin.

ESTREIA DE PACO RABAL NO FLIXOLÉ

Com uma mistura de brutalidade e magnetismo, Rabal destrói o clichê romântico do bandido no segundo filme de Carlos Saura, ‘Llanto por un bandido’, no qual um dos mais famosos homens da lei do século XIX: “el Tempranillo”. Longe de uma biografia, o ator interpretou com força a história de rebelião e dignidade contra os abusos de poder na região ocidental da Andaluzia que, de forma metafórica, falava da opressão do regime de Franco.

Um dos primeiros da coleção é ‘Goya, historia de una solitude’. Rabal interpretou repetidamente o pintor aragonês e admite que este papel o surpreendeu pelo apelo visual. O filme explora as dimensões íntimas e dilaceradas da criatividade, mergulhando na escuridão e na conexão entre arte, compromisso e solidão.

Estas duas ajudas acompanharão ‘Fra Diávolo’, que vive na Itália ocupada pelo exército napoleônico; ‘Trio de damas’, uma comédia de costumes em que Rabal se coloca na pele de um homem dominado pela personalidade da esposa; e ‘O Homem que Perdeu a Sombra’, filme que lhe rendeu o prêmio de melhor ator no Cinema Writers’ Circle (CEC) e no Festival de Montreal.

RABAL: UM TIPO ETERNO

Desde o seu início como figurante até se tornar um dos rostos mais importantes do cinema espanhol, Rabal construiu a sua carreira como ator com raízes lendárias. Na década de 1950 foi combinado com títulos como ‘Guerra de Deus’ (Rafael Gil), ‘Há um caminho para a direita’ (Francisco Rovira Beleta), uma sugestão próxima do neorrealismo com o filme noir que lhe valeu a Concha de Prata, e ‘Amanhecer na Porta Escura’ (José María et memorável forqué).

Durante os dez anos seguintes, trabalhou no filme ‘Viridiana’ (Luis Buñuel), importante na produção audiovisual mundial e símbolo do break, ou ‘Noite de Verão’ (Jorge Grau), onde interpretou um galante zombeteiro na história das complicações burguesas da forma mais pura ‘La dolce vita’.

Após alguns anos de crescimento atlético, a década de 80 marcou um renascimento retumbante em sua carreira. Ganhou muito apoio do público em ‘Truhanes’, e suas Azarias em ‘Os Santos Inocentes’ de Mario Camus o fizeram atingir o auge de sua atuação, ganhando o prêmio (ex aequo) de melhor ator em Cannes.

Em ‘Epílogo’, sob a direção de Gonzalo Suárez, Goya de Honra deste ano de 2026, explorou registros mais profundos. A televisão permitiu-lhe ser um ator inesquecível em ‘Juncal’, drama ficcional dirigido por Jaime de Armiñán que deu vida a um toureiro aposentado que se tornou celebridade.

Desde os anos 90, reforça a liberdade criativa com propostas como ‘As in Heaven as on Earth’ de José Luis Cuerda. Fechou um grande círculo ao interpretar novamente o pintor aragonês em ‘Goya em Bordeaux’, novamente sob a direção de Carlos Saura. Mais de cinquenta títulos criados pela FlixOlé constituem o roteiro insubstituível e essencial para compreender o cinema espanhol.



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