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Amamentação prolongada e estabilidade no emprego: esta é a reforma que visa combater os despejos de maternidades no México

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O coletivo México AC oferecido esta semana antes Câmara dos Representantes recomendações para reforma legal para promover a amamentação é longa e fortalecer a estabilidade do trabalho das mulheres, caso haja demissão por parto.

A iniciativa, apoiada por parlamentares de diversos grupos parlamentares, busca alterar a Lei Federal do Trabalho (LFT) e a Lei Federal dos Empregados do Serviço Público (LFTSE) prolongar o tempo de amamentação aceito pela legislação mexicana de seis meses a dois anos, bem como reforçar o seguro de emprego durante a gravidez e a amamentação.

A apresentação da proposta foi possível graças à cooperação da Representante Patrícia Mercado e o Deputado Arturo Olivaresbem como legisladores de todos os partidos políticos.

Seu apoio confirma uma coisa: o cuidado é apartidário“, disse a associação Mexiro ao agradecer o apoio.

De acordo com México ACa reforma baseia-se no facto de que a amamentação e os cuidados são aspectos centrais do direito ao trabalho digno, à saúde reprodutiva e ao bem-estar das crianças.

O objectivo é reforçar o quadro legal que permite ao Estado garantir condições adequadas de trabalho às mães, à amamentação e aos cuidados, com métodos sociais, trabalho e justiça de género que prioriza os direitos das mulheres, gravidez e infância.

A proposta visa também reduzir o demissão sem justa causa e formas de discriminação no trabalho durante a gravidez e a amamentação, e reforçar as formas de conciliar trabalho, família e cuidados.

O documento apresentado por Mexiro enfatiza que a ação está de acordo com os padrões internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Convenção sobre a Eliminação de Toda Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A proposta do legislador surge após a experiência do julgamento estratégico em matéria de emprego.

Destacando o caso de Fernando Galíciafundador e diretor do Mexiro, que enfrentou uma ação trabalhista contra o Instituto Nacional de Transparência, Acesso à Informação e Proteção de Dados Pessoais (INAI).

O julgamento, que consta do processo 2.412/17 do Tribunal Federal de Conciliação e Arbitragem, mostrou as lacunas na proteção jurídica da integridade do trabalho durante a maternidade e a amamentação.

O problema da discriminação devido à gravidez e à maternidade continua a ser um dos principais obstáculos à igualdade no emprego no México. Dados de Conselho para Prevenir e Eliminar a Discriminação na Cidade do México (COPRED, 2022) indica que a gravidez é a causa número um de discriminação no local de trabalho.

O estudo “Discriminação devido à gravidez. O estudo da cidade do México” mostra que as reclamações estão frequentemente relacionadas com despedimentos sem justa causa e pressões para assinar demissões. Outras práticas documentadas incluem a solicitação de testes de gravidez, a recusa de promoções, a redução de salários, as ameaças e a atribuição de empregos que possam pôr em perigo a saúde das mães e das crianças.

Atualmente, a legislação trabalhista mexicana reconhece um período de amamentação de apenas seis meses, inferior ao padrão internacional que recomenda a amamentação complementar por até dois anos.

Esta restrição deixa milhares de mulheres trabalhadoras e grávidas numa situação sem proteção legal, especialmente face a despedimentos discriminatórios e dificuldades na conciliação da vida profissional e familiar.

A ação tomada por México propor atualizar e acrescentar os artigos 28 e 43 do Lei do Pessoal do Serviço Público Federale também os artigos 2º, 3º, 56º, 132º, 133º, 170º e 283º Lei Trabalhista Federal.

Entre os objetivos específicos está incluir a proteção de a amamentação é longa até dois anos, estabelecer um quadro jurídico eficaz para garantir a estabilidade no trabalho durante a gravidez e a amamentação, e para garantir a disponibilidade de espaços decentes e utilizáveis ​​para a extracção ou manipulação do leite materno em locais de trabalho públicos, privados e comunitários.

A proposta também apoia a promoção da formação contínua, a divulgação de informação e o acesso a serviços de apoio à amamentação, bem como o reforço da produtividade, da saúde e da manutenção do emprego através de políticas de equilíbrio entre vida profissional e privada.

A iniciativa será apresentada por Representante Patrícia Mercado em sessões ordinárias de fevereiro a abril de 2026, com o objetivo de promover o debate e a aprovação com o apoio de diversos parlamentares.



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