Um dos períodos mais sombrios da Argentina começou em 24 de março de 1976. Milhares de pessoas desapareceram devido à ditadura militar. Cinquenta anos depois, o país lembra o papel do Mãe e avó na Plaza de Mayoque desde o início do reinado exigiu o aparecimento de seus filhos e filhas. As organizações trouxeram uma nova face ao movimento pelos direitos civis e a sua história continua a ser relevante.
Em Infobae ao vivo às novea pós-graduação em Ciência Política, Maria Migliore deu detalhes de sua organização e história. O símbolo do lenço nasceu em 1977 durante uma peregrinação a Luján, que hoje se refere à Mãe da Praça de Maio. Lá, para se identificarem, usaram as fraldas do bebê. Então ele começou a identificar sua identidade e memória.
Migliore destacou esse início: “Começou com algo muito doméstico, com coisas muito pequenas, que unem mulheres que não estão na esfera pública.. A partir desse encontro, da preocupação, encontraram uma forma de fazer política e de se opor ao regime permanente e conivente que é um círculo: gente que anda, gente que se reúne, algo sem hierarquia, tendo voz e permitindo a adesão de muitos outros. “Tudo isso não teria acontecido sem as mulheres que são chamadas de loucas”.
Maria Migliore descreveu a resistência semanal na Praça de Maio: “Mais forte que eles, todas as semanas no campo, lá fora com o vento e a água.
O protesto teve repercussão nacional e internacional. A equipe de televisão holandesa, durante a Copa do Mundo de 1978, registrou as marchas e os gritos das Mães. Marta Morena Dalconada Aramburu Ele foi entrevistado na Plaza de Mayo e declarou: “Ajude-nos, você é nossa última esperança”. Essas fotos destacaram o drama argentino diante da comunidade mundial.
Migliore destacou: “No tribunal das Juntas, na criação do banco genético, na lei da identidade, contribuíram muito para um caso que ainda está aberto. Ainda há pessoas desaparecidas“.

A área de Mãe e avó na Plaza de Mayo atravessou a fronteira. Segundo especialistas: “Eles se organizaram, participaram de organismos internacionais, deram voz. Parte deles é uma causa comum, não um partido. Eles querem ver seus filhos, querem que isso não aconteça na Argentina”.
O caso de Açucena Villaflor se destacar. Foi sequestrado e torturado em 1978. Migliore o descreve como uma figura radical, embora enfatize: “Na verdade, não quero protestar.
O evento também conta com a colaboração de organizações como a Seleção Argentina Antropologia forenseconhecido mundialmente. O julgamento das Juntas foi considerado um “processo judicial sem precedentes no mundo”.

O debate sobre o uso político do símbolo continua na memória argentina. Durante a conversa, surgiu a forma como a administração pública e diversos setores tentaram pactuar ou definir o símbolo da Mãe. A reflexão girou em torno da necessidade de “eliminar o debate sobre os slogans partidários”.
O testemunho de Maria Migliore restaurou a integridade da memória: “Acho que muitas pessoas entendem que devemos lembrar que houve terrorismo de Estado na Argentina e também podemos reconstruir tudo o que aconteceu”, concluiu.

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