As alegações de assédio sexual envolvendo dois jornalistas do Televisão Caracol, que se tornou conhecido no dia 20 de março, quando anunciaram o início de uma investigação interna, provocando uma reação imediata dentro do sindicato e dando lugar a novas vozes exigindo atenção.
Uma das vozes que falou foi a jornalista Catalina Botero, que trabalha há muitos anos neste meio de comunicação e é uma das RTV. Do que surgiu, Diferentes profissionais começaram a compartilhar suas experiências no espaço digital, o que deu origem ao grupo “Acredito em vocês, colegas”, criado como plataforma de apoio e colaboração, onde ele desempenha o papel de líder.
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Deve-se notar que quando este assunto foi tornado público, ele foi um dos primeiros jornalistas a noticiá-lo
“Ah, que bom que alguém teve a coragem de trazer isso à tona e finalmente colocar uma lupa nisso, porque se alguém dissesse hmm… Muitos de nós não fomos ouvidos, muitos não denunciamos porque a mídia não fechou a porta nem fez barulho. Claro, pensei muitas vezes antes de fazer esse trinado, mas esse medo tem que acabar”, disse.

A partir da sua reclamação e da iniciativa que surgiu entre os seus colegas jornalistas para aderir e divulgar este tipo de eventos, falei com Catalina Botero. Infobae Colômbia sobre este projeto e como ele pode fortalecer o apoio às mulheres jornalistas, na sua opinião.
O comunicador explicou que sua participação no evento responde a uma necessidade urgente da área: “O principal objetivo é criar um espaço seguro, confidencial e de apoio onde as mulheres jornalistas possam partilhar as suas experiências de assédio sem medo”.
Segundo ele, a proposta visa mostrar o problema que há anos está calado nas redações, além de oferecer apoio a quem decide migrar para o sistema jurídico.
“Estamos tentando mostrar o problema que historicamente tem sido silenciado na redação e, ao mesmo tempo, com os denunciantes para que, caso decidam, possam avançar para o processo judicial”, disse o jornalista.

“Queremos também promover mudanças estruturais nos meios de comunicação para acabar com o seu ambiente hostil e torná-los um lugar seguro e justo”, disse Botero, indicando a necessidade de mudar profundamente as práticas da indústria.
Sobre as dificuldades enfrentadas por esta aposta, o jornalista foi claro ao apontar vários obstáculos:Existem muitos obstáculos”. Estes incluem o medo de retaliação no local de trabalho, a exclusão de oportunidades e a exclusão dos sindicatos.
Soma-se a isso a cultura do silêncio que, nas suas palavras, legitima este tipo de comportamento e deixa as vítimas em situação de isolamento profissional: “Existe o risco de processos por difamação ou difamação, novas calúnias e a falta de uma forma clara e segura na mídia para resolver essas reclamações.”
“O maior medo é ficar isolado num mundo onde pessoas poderosas são protegidas pelos mesmos diretores de mídia”, explicou Botero.

No que diz respeito à gestão da informação, Catalina Botero destacou a Infobae Colômbia mas a prioridade é a proteção de quem denuncia: “Nosso foco principal é a proteção dos denunciantes”.
Ele explicou que o depoimento é conduzido em estrito sigilo e a equipe jurídica investiga cada caso para determinar a melhor linha de ação: “Todas as decisões relativas à divulgação de informações ao público são tomadas de forma responsável, caso a caso.”
Isto acontece porque, após a denúncia, as acusações contra os jornalistas que possam estar envolvidos, mas não contra Caracol Televisãomas em outras mídias. Embora muitas pessoas solicitem anonimato, o processo é mantido em sigilo e ele explicou que continuará à medida que cada caso avança.

O jornalista confirmou que sua iniciativa também considera a implementação de protocolos especiais, pelo que você descreveu Infobae Colômbia que o trabalho seja realizado em conjunto com a atividade “Sem tempo para silêncio”, que já possui diretrizes estabelecidas; Isto inclui a recepção segura de testemunhos, apoio psicológico e aconselhamento jurídico para aqueles que o necessitam.
“Estamos a trabalhar com organizações especiais para reforçar o percurso de cuidados e garantir o apoio total”, explicou a imprensa, referindo-se aos esforços para fortalecer um forte sistema de apoio aos queixosos.















