Durante uma reunião bilateral realizada antes da reunião principal, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente finlandês, Alexander Stubb, concordaram sobre a importância de manter canais de comunicação com parceiros internacionais para contribuir para a resolução do conflito no Médio Oriente. Ambos os responsáveis sublinharam a necessidade de garantir a liberdade de circulação através do Estreito de Ormuz. Esta posição foi um dos temas discutidos no âmbito da reunião internacional realizada em Helsínquia, centrada na questão da segurança continental, da cooperação militar e das estratégias de resposta aos ataques russos na Europa de Leste.
Segundo informações divulgadas pela Presidência da Fé, a capital do país recebeu nesta quinta-feira os líderes da Força Eterna (JEF). Este grupo reúne países nórdicos e do norte da Europa, cuja cooperação se centra no reforço da segurança na região do Báltico. A agenda da reunião incluiu uma discussão sobre o apoio comum da Ucrânia face à agressão russa, bem como questões relacionadas com a segurança a nível europeu.
Segundo fontes oficiais, o JEF, liderado pelo Reino Unido, inclui Dinamarca, Estónia, Finlândia, Islândia, Letónia, Lituânia, Suécia, Noruega e Países Baixos, todos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). Esta aliança procura melhorar as suas capacidades de defesa através de exercícios conjuntos, que visam aumentar a preparação das forças participantes para lidar com qualquer tipo de crise e garantir a capacidade de agir rapidamente quando a situação o exigir.
A mídia de Downing Street noticiou a reunião entre Starmer e Stubb, na qual os dois líderes discutiram estratégias para manter a pressão sobre a Rússia na ausência de sinais de disposição russa para acabar com a guerra na Ucrânia. Entre as ações discutidas estavam o reforço das sanções contra a Rússia e a coordenação de esforços contra o chamado “carro fantasma russo”, um sistema usado por Moscovo para escapar às sanções internacionais.
De acordo com a Presidência Finlandesa, os líderes do JEF procuraram definir uma nova abordagem de apoio à Ucrânia, incluindo o reforço do intercâmbio de informações de segurança e o aumento da cooperação em armas e logística, a fim de reforçar a capacidade da Ucrânia para resistir à agressão russa. O bloco está a explorar iniciativas que lhe permitam responder de forma mais inteligente a situações de crises de guerra ou ameaças híbridas no Norte da Europa.
A reunião de Helsínquia também discutiu o ambiente de segurança mais amplo do continente, tendo em conta a evolução do conflito na Ucrânia e o ambiente geopolítico nos países bálticos. A discussão incluiu uma revisão das operações conjuntas e uma avaliação de situações que exigem uma resposta militar coordenada, tanto no âmbito da NATO como sob os auspícios do JEF.
A imprensa de Downing Street notou que, a nível internacional, os líderes participantes têm demonstrado interesse em manter relações diretas com outros aliados estratégicos fora da Europa, especialmente com atores que podem desempenhar um papel importante face à crise no Médio Oriente. A reunião na Finlândia destacou a necessidade de manter abertos os canais diplomáticos e de trabalhar nos esforços multilaterais para gerir conflitos que possam alterar a estabilidade global.
O compromisso conjunto dos membros do JEF centra-se na atualização das suas capacidades militares, no desenvolvimento da cooperação e na preparação para enfrentar os desafios emergentes que podem afetar a segurança da Europa e dos aliados da NATO, afirmou a Presidência Finlandesa. A estrutura do JEF reforça a interoperabilidade entre as forças nórdicas e britânicas e incentiva a partilha de recursos, informações táticas e estratégias conjuntas de dissuasão.
Os participantes na reunião confirmaram o apoio à Ucrânia, tanto na prestação de ajuda militar como na ajuda económica e humanitária, tendo em vista a continuação do conflito e o seu impacto na segurança regional. A agenda da reunião incluiu uma avaliação do quadro de coordenação para reforçar a cooperação em resposta às ameaças digitais e às operações secretas ligadas à Rússia. Através destes acordos, os países do JEF procuram oferecer uma plataforma comum que possa proteger os seus interesses nacionais e a estabilidade da região do Báltico.















