Início Notícias Pressão armada sobre padres rurais: acusações ilegais e motins forçados

Pressão armada sobre padres rurais: acusações ilegais e motins forçados

10
0

Padres com medo em meio à violência de grupos armados ilegais, especialmente opositores das FARC, na Colômbia (Illustrative Image Infobae)

Nas zonas rurais da Colômbia, padres relataram terem sido forçados por grupos armados ilegais a trabalhar fora do trabalho pastoral.de acordo com as informações recebidas Jornal da semananuma situação de risco acrescido.

Testemunhos indicam que as pessoas religiosas são forçadas a recolher dinheiro, mediar com a comunidade e até promover actividades anti-populares.

A situação mostra o nível de controle do território utilizado pelo sistema ilegal na área onde a presença do Estado é limitada.

Você pode nos seguir agora Facebook e em nós Canal WhatsApp.

Reclamações de territórios controlados armados

Nas últimas semanas, vários testemunhos recolhidos no terreno mostraram que os sacerdotes de áreas como Cauca, Jamundí, Chocó, Caquetá, Putumayo e áreas de Antioquia enfrentam constante pressão de grupos armados ilegais.

Estas estruturas incluem a oposição das FARC, o ELN e o Clan del Golfo, organização que consolidou o controlo territorial em diversas zonas rurais do país.

Historicamente, as pessoas religiosas são forçadas a realizar tarefas como recolher dinheiro das comunidades ou transmitir as instruções estabelecidas por estes grupos.

“Dizem-nos para ajudar a ‘organizar’ a comunidade. Mas isso significa recolher dinheiro”, disse um sacerdote que exerce numa zona rural entre Jamundí e o norte de Cauca, citado pela Jornal da semana.

Segundo o depoimento, a recusa em seguir estas ordens significa grande perigo, numa situação em que já se registou violência contra quem não respeita as condições.

A posição dos sacerdotes tornou-se particularmente vulnerável, uma vez que estão expostos à pressão de grupos armados e às expectativas da comunidade.
Os padres enfrentam uma realidade caracterizada pela pressão constante, pelo medo e pela necessidade de manter os seus empregos no meio do conflito que continua a afectar as comunidades rurais do país (Imagem Ilustrativa Infobae).

Outra religião explicou que recebem até listas de dinheiro e instruções específicas, o que demonstra uma pressão sistemática sobre o seu trabalho.

“Eles nos dão listas, números, instruções. Dizem-nos que temos que trabalhar com a ‘causa’. Mas não é pastoral, é coerção”, disse outro sacerdote do norte do Cauca, citado pelo mesmo meio de comunicação.

Ferramentas e controle social

Os testemunhos alertam também que os padres são usados ​​como intermediários para influenciar a comunidade, aproveitando a confiança que geram.

Em alguns casos, a pressão inclui um apelo indirecto ao sector religioso para promover protestos ou motins contra o povo.

“Eles nos pediram para fazer um chamado do púlpito para a comunidade. Eles não estão dando uma ordem direta, mas todos entendem. ​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​ Jornal da semana.

Este tipo de situação regista-se principalmente em zonas como Jamundí e norte de Cauca, onde as autoridades alertaram para a presença de estruturas como a frente Jaime Martínez.

Nestas províncias, além dos postos de controlo ilegais e da presença de armas, houve pressão sobre a população civil para participar em actividades antipopulares.

A posição dos sacerdotes tornou-se particularmente vulnerável, uma vez que estão expostos à pressão de grupos armados e às expectativas da comunidade.

“Se alguém não coopera, aponta. Se alguém coopera, fica exposto ao Estado. Faz parte de dois incêndios”, explicou outro sacerdote.

A expansão do caso e o aumento do risco

O fenômeno não se limita a uma área. Em departamentos como Chocó, as comunidades acusaram o ELN de controlar grandes áreas rurais, controlar o movimento e exercer pressão sobre os líderes comunitários e religiosos.

Da mesma forma, no sul do país, em áreas como Caquetá e Putumayo, os sistemas armados reproduziram o mesmo modelo de controle, ligado à economia informal e à dominação territorial.

Nestas situações, o padre é considerado uma pessoa importante para confirmar a decisão ou transmitir a mensagem, o que aumenta o risco do desastre.

“Há lugares onde a única instituição é a Igreja. E isso faz de nós um alvo”, disse um sacerdote com trabalho pastoral no Pacífico, citado pela Jornal da semana.

A dinâmica também inclui restrições às atividades religiosas, como definição de horário, percurso ou conteúdo das atividades comunitárias.

Em Antioquia, onde existem estruturas do Clã do Golfo e outros grupos armados, também foram relatadas situações em que os padres devem informar ou pedir permissão para agir.

A posição dos sacerdotes tornou-se particularmente vulnerável, uma vez que estão expostos à pressão de grupos armados e às expectativas da comunidade.
Os padres enfrentam uma realidade caracterizada pela pressão constante, pelo medo e pela necessidade de manter os seus empregos no meio do conflito que continua a afectar as comunidades rurais do país (Imagem Ilustrativa Infobae).

Neste panorama, a Conferência Episcopal tem alertado para a ameaça e pressão dos religiosos, embora as medidas de segurança sejam consideradas insuficientes.

Os testemunhos concordam que, apesar dos perigos, muitos sacerdotes continuam nos seus territórios devido ao seu compromisso com as suas comunidades.

“Temos que continuar, não podemos abandonar o povo”, disse um dos párocos, citado pela comunicação social.

Em muitas áreas, a Igreja continua a ser uma das referências mais fiáveis ​​para a população, mas também um dos casos mais visíveis da situação em que o controlo territorial está nas mãos de actores armados ilegais.

Os sacerdotes enfrentam uma realidade marcada pela pressão constante, pelo medo e pela necessidade de manter o seu trabalho no meio do conflito que continua a afectar as comunidades rurais do país.



Link da fonte

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui