Cairo, 4 abr (EFE).- As autoridades do Dubai confirmaram que responderam no sábado a um “pequeno incidente” que afetou a fachada do edifício Oracle na cidade económica dos Emirados Árabes Unidos (EAU), poucos dias depois de o Irão ter ameaçado atacar várias empresas tecnológicas norte-americanas.
“As autoridades confirmaram que responderam a um pequeno incidente causado pela queda de destroços de uma barreira aérea na fachada do edifício Oracle” no bairro Dubai Internet City, disse o Gabinete de Informação do Dubai na conta oficial X, acrescentando que ninguém ficou ferido.
O gabinete não forneceu mais detalhes sobre os danos causados ao edifício, uma vez que a lei do crime cibernético dos Emirados Árabes Unidos proíbe filmar os efeitos do ataque iraniano, a menos que seja publicado através de canais oficiais.
A fonte não especificou a origem ou natureza do evento.
Muitas das empresas que o Irão ameaçou atacar estão localizadas no distrito de Internet City, no Dubai.
Esta semana, a Guarda Revolucionária do Irão listou 18 empresas americanas, incluindo a Oracle, que foram alvo dos ataques de Teerão desde 28 de fevereiro aos países do Golfo Pérsico, em resposta ao início do ataque ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel.
Por outro lado, o gabinete de informação anunciou que as autoridades responderam algumas horas antes a “um incidente provocado pela queda de destroços de uma barreira aérea na face de um edifício na zona da Marina do Dubai”, zona nobre do centro da cidade, sem causar “incêndio ou feridos”.
Desde o início da guerra, as defesas aéreas dos Emirados interceptaram mais de 2.000 drones, bem como mais de 400 mísseis balísticos, segundo dados do Ministério da Defesa dos Emirados.
Ainda ontem, um civil egípcio foi morto num ataque a uma fábrica de gás em Abu Dhabi, elevando para doze o número de mortos desde o início da guerra no pequeno país.
A região dos Emirados foi a mais atingida no Golfo Pérsico e o ataque iraniano teve um grande impacto na economia deste país árabe, que depende fortemente da exportação de hidrocarbonetos que passam pelo Estreito de Ormuz. EFE















