Um menino deficiente de 4 anos foi levado às pressas para o hospital depois de ser encontrado deitado imóvel na piscina de uma escola primária.
Agora, sua mãe, Monica Leiva, está processando o Distrito Escolar de Ontário-Montclair, dizendo que os funcionários a deixaram em duas piscinas, quase a afogando.
Seu filho, identificado como JM na denúncia, não fala, é autista e tem espinha bífida e hidrocefalia. Ele tem um plano de educação especial que diz que precisa de supervisão regular.
Mas em 12 de dezembro, ela foi deixada sozinha à beira da piscina da Lincoln Elementary School, em Ontário, sem secador de cabelo, de acordo com uma queixa apresentada no Tribunal Superior de San Bernardino na quarta-feira.
Durante esse tempo, ele entrou em uma das piscinas e quase morreu, segundo o processo.
“É o sonho de todos os pais”, disse Robert Glassman, advogado da família, em comunicado. “Uma criança com grandes necessidades foi deixada sozinha num ambiente perigoso quando necessitava de supervisão constante.
Os representantes distritais não responderam imediatamente a um pedido de comentários na quarta-feira.
Em entrevista ao Serviço de Polícia de Ontário, uma auxiliar de professora relatou que estava afastada do menino há 10 minutos quando “começou a ouvir pessoas gritando e xingando-a”, segundo relatório policial anexado à denúncia.
A professora de JM disse à polícia que ele não conseguia usar as pernas dos joelhos para baixo e que só conseguia se movimentar puxando ou puxando-se. Ela admitiu que deveria ficar com o menino, mas estava na aula no momento, segundo relatos.
O menino foi levado a um hospital para tratamento de emergência depois de ser encontrado sem vida na piscina da escola.
(Panish Shea Ravipudi LLP)
Depois de receber tratamento de emergência que salvou vidas, o distrito o transferiu para outra escola sem o conhecimento ou consentimento de sua mãe, dizia a denúncia.
O processo descreve isso como um “esforço para abordar discretamente as condições perigosas no campus, sem reconhecer publicamente as falhas que levaram ao afogamento de JM”.
A mãe já havia enviado cartas à escola primária e ao distrito afirmando claramente que seu filho não estava autorizado a participar de atividades na piscina, dizia a denúncia.
Após o incidente, JM apresentou diminuição da função cognitiva, sofre de transtorno de estresse pós-traumático e teme a hora do banho – atividade que antes gostava, segundo a denúncia.
A mãe está processando o distrito por negligência e responsabilidade e está buscando indenização em um valor a ser determinado pelo tribunal para contas médicas, sofrimento emocional e outras medidas que o tribunal considere apropriadas.















