Madrid, 10 abr (EFE).- O ministro da Educação, Formação Profissional e Desporto, Milagros Tolón, transmitiu esta sexta-feira a opinião de que os cantos islamofóbicos “não podem voltar a acontecer” no estádio RCDE, em Cornellá, durante o último jogo da selecção espanhola de futebol.
Durante a recepção da delegação espanhola de atletas após o sucesso no Mundial indoor, realizada em março na Polónia, apresentada na sede do ministério, Tolón confirmou que contactou o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, após o incidente.
“A cena foi muito lamentável, muito vergonhosa. Vi na TV e no dia seguinte contactei Rafael Louzán”, disse o ministro.
“Ele me contou como surgiram todos os problemas em campo. Eu disse que não pode acontecer de novo, o protocolo foi ativado e a verdade é que é um quadro lamentável para a Espanha”, concluiu Tolón.
Durante o último amistoso da seleção espanhola de futebol, contra o Egito, no dia 31 de março, a canção islamofóbica “Muçulmano que não salta” começou no palco do estádio RCDE, imagem que causou rejeição imediata de diversos setores da sociedade.
Na última terça-feira, a RFEF informou que apresentaria um relatório completo sobre as denúncias à FIFA após a investigação aberta pelo organismo internacional sobre o incidente na partida. EFE















