Islamabad, 11 abr (EFE).- As conversações diretas que começam este sábado em Islamabad para chegar a um acordo sobre um acordo de longo prazo entre os Estados Unidos e o Irão, sob mediação paquistanesa, marcarão um “momento decisivo”, disse o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.
“Este é o processo chamado em inglês de equivalente a ‘tudo ou nada’ para encontrar um cessar-fogo duradouro”, disse Sharif num discurso à nação na noite de sexta-feira.
O chefe do governo encarregado da mediação entre as partes enfatizou a importância do encontro para pôr fim às hostilidades e aos acordos de paz no Médio Oriente.
“Foi anunciado um cessar-fogo temporário, mas ainda há um passo mais difícil pela frente: alcançar um cessar-fogo permanente e resolver questões difíceis através de negociações”, acrescentou o líder paquistanês.
A delegação iraniana, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, desembarcou na capital na noite de sexta-feira.
Por outro lado, espera-se em breve a chegada do vice-presidente dos EUA, JD Vance, com uma delegação de alto nível que inclui o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner, bem como altos funcionários do Pentágono.
Sharif agradeceu aos líderes de Washington e Teerã por aceitarem seu convite para negociações após mais de 40 dias de combates abertos que começaram em 28 de fevereiro.
Durante o seu discurso, o primeiro-ministro paquistanês anunciou uma redução de 26% no preço do gasóleo, reduzindo-o de 520 rupias para 385 rupias por litro, para aliviar uma das economias mais caras do Sul da Ásia.
Sharif concluiu pedindo à nação que reze pelo sucesso das conversações e garantiu que o Paquistão fará todo o possível para garantir que o processo não entre em colapso.
“Peço a todos vocês, honoráveis senadores, mães, irmãs e irmãos, que orem a Allah, em Sua infinita misericórdia, para que conceda sucesso nessas negociações. Desta forma, inúmeras vidas inocentes serão salvas e a paz será estabelecida no mundo”, concluiu. EFE















