Madrid, 12 de abril (EFE).- O ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, acusou o Governo de Israel de continuar, quando se chegou ao fim da guerra entre os Estados Unidos e o Irão, “insistir numa guerra que não beneficia ninguém”.
Numa entrevista ao elDiario.es recolhida pela EFE, referiu que “muitas pessoas estão interessadas no facto de estas negociações em Islamabad não chegarem a um porto, nem sequer se resolverem”.
Quando questionado se estava a falar do Governo de Benjamin Netanyahu, disse que quando toda a humanidade suspirou de alívio pelo fim da guerra, “é claro que o Governo de Israel ainda está a travar uma guerra que não beneficia ninguém”.
Para o ministro, o cessar-fogo firmado na última quarta-feira é “frágil” e “óbvio”. “Podemos ver isso no ataque de Israel ao Líbano. Fiz muitas negociações diplomáticas. Duas semanas é muito pouco, mas temos que garantir tudo para a paz”, disse durante a entrevista, realizada na última quinta-feira.
As conversações de paz entre o Irão e os Estados Unidos terminaram esta manhã em Islamabad, após 21 horas de negociações e nenhum dos lados chegou a acordo.
Albares apelou também à suspensão do acordo de associação UE-Israel. “A União Europeia e Israel têm um conselho organizacional que estabelece o respeito pelos direitos humanos. Tanto em Gaza como no Líbano hoje, as ações de Israel não respeitam os direitos humanos. São uma clara violação do direito internacional”, sublinhou.
Defendeu também a abertura da embaixada em Teerão porque, sabendo que há um cessar-fogo de duas semanas, existem garantias de segurança para a embaixada e o seu pessoal. EFE















