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Clavijo, o presidente das Ilhas Canárias, garante que tem apenas um leito para atender pacientes com hantavírus.

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O navio de cruzeiro MV Hondius está atracado em frente ao porto de Cabo Verde, pois os passageiros não foram autorizados a desembarcar enquanto as autoridades de saúde investigavam casos suspeitos de hantavírus no porto da Praia, Cabo Verde. REUTERS/Stringer

O presidente das Canárias, Fernando Clavijo, garantiu que nem o Ministério da Saúde nem o presidente do Governo comunicaram a decisão de retirar de Tenerife o navio de cruzeiro infectado com hantavírus nem os motivos que justificaram a mudança de protocolo.

O líder das Canárias criticou não conhecer a situação das vítimas e alertou que os únicos recursos das Canárias são camas para cuidar dos pacientes mais essenciais.

Neste contexto, Clavijo solicitou esta manhã uma “reunião urgente” com o primeiro-ministro Pedro Sánchez, “devido a esta falta de informação”. O Chefe do Executivo, Pedro Sánchez, anunciou que liderará a próxima reunião esta manhã no Palácio da Moncloa para responder ao pedido da OMS.

Clavijo lembrou que a última informação oficial recebida foi que “os passageiros infectados viajarão no avião médico de Cabo Verde para a Holanda” e que o navio seguirá também para este país do noroeste europeu.

“O perigo para a população das Canárias é real. Não sabemos o estado dos passageiros nem o número de pessoas afetadas. Não sabemos porque é que, se vão ser retirados em avião médico, isso não é feito a partir da Praia”, afirmou.

Neste barco estão 14 cidadãos espanhóis. A última informação conhecida é que há sete mortos e um deles

“Antes de tomar uma decisão para saber se estamos prontos, precisamos de conhecer a situação. Nem a situação, nem o acordo com a OMS, nem a mudança de termos nos foram comunicados. Se o acordo for político, não o aceito”, afirmou.

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