Uma mãe em Bogotá acusou sua filha de nove anos de leucemia e outras doenças graves de uma falha grave nos cuidados médicos que recebeu, ao mesmo tempo em que enfrentava ameaças que a colocavam em risco de feminicídio.
A mulher afirmou que o EPS não garantia acesso oportuno a medicamentos, procedimentos ou transporte ordenado pela justiça para consultas médicas.
De acordo com a notícia divulgada por Notícias RCNa situação obrigou a mulher a viajar para diversos pontos de Bogotá em busca de autorização e soluções para manter o tratamento da menor.

Dana Sofía, de nove anos, tem um quadro clínico complexo que consiste em leucemia linfoblástica e outras doenças que requerem cuidados constantes e especiais.
Sua mãe explicou que o menor tinha doze condições médicas, incluindo escoliose, epilepsia, asma e síndrome de Sanfilippo, doença genética considerada órfã.
“Ele tem doze doenças, entre elas escoliose, sanfilippo – que é uma doença genética, órfã –, leucemia linfoblástica, epilepsia e asma”disse a mulher, citada por este meio de comunicação.
A mãe garantiu que um dos grandes problemas é conseguir medicamentos e procedimentos médicos essenciais para o menor.
Segundo ele, costumam obter respostas relacionadas à falta de verba ou autorização parcial da EPS.
Há dois meses, o juiz emitiu ordem de tutela da família e determinou que a EPS garantisse que o pediatra do menor pudesse comparecer às consultas, exames e procedimentos.
Porém, a mãe disse que a sentença não foi cumprida.
“No transporte, perdi diversas oportunidades com especialistas, porque eles nunca vieram nos buscar ou me deixaram preso com a menina”.ele garantiu.
Ele também disse que muitas vezes o carro vai até o hospital e nunca mais volta para buscá-los.
“Estão fazendo a transferência para o hospital, mas não vêm nos buscar”ajudou a mulher com sua conversa Notícias RCN.
Além das dificuldades médicas, a mulher enfrenta ameaças, segundo seu relato, de que pode correr risco de feminicídio.
Apesar desta situação, ela tem que viajar por Bogotá para conseguir licenças, remédios e cuidados para sua filha.
A situação aumentou o luto e o esgotamento emocional da família, que afirma ter sido abandonada pelo sistema de saúde.
Numa reclamação pública, a senhora apelou à plena garantia do tratamento médico do menor e à cessação do atraso administrativo.
“Não deixe que eles continuem brincando com suas vidas” a menina, perguntou a mãe durante a entrevista.
As críticas estão reavivando as queixas sobre as dificuldades enfrentadas pelos pacientes gravemente enfermos no acesso a serviços médicos, medicamentos e transferências oportunas na Colômbia.

Nos últimos meses, foram levantadas diversas reclamações relativas a atrasos na autorização médica, entrega de medicamentos e atendimentos especiais por parte da EPS.
Alguns casos resultaram mesmo na morte de menores enquanto aguardavam procedimentos ou transferências médicas.
A situação traz de volta à mesa o debate sobre a crise do sistema de saúde e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes com doenças muito complexas.















