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Ministro do Equador promete cooperar com os EUA na investigação de Alex Saab

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Quito, 17 mai (EFE).- O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, garantiu neste domingo que o país andino cooperará com os Estados Unidos na investigação que poderá ser aberta com base nas informações do empresário colombiano Alex Saab, identificado como fachada de Nicolás Maduro e enviado esta semana ao exílio no território dos Estados Unidos.

“Os Estados Unidos entendem que cooperaremos com todas as investigações necessárias no Equador sobre aqueles que possam ter participado destas atividades durante estas datas”, disse Reimberg aos repórteres.

O ministro confirmou que espera que “o que (Saab) diz na extradição” se traduza num pacote de informações e inteligência para países como o Equador e permita avançar nas investigações que possam estar relacionadas com as suas atividades na região.

Reimberg disse ainda que não acredita que Saab “seja o que diz ser”, mas que “pode ser um líder para outros políticos de outros países”; e enfatizou que o governo venezuelano de Nicolás Maduro trabalhou “de mãos dadas” com o de Rafael Correa (2007-2017).

Após a expulsão de Saab dos Estados Unidos, o ministro acrescentou que “muitos devem agora estar preocupados” e perguntar-se “onde se esconder”, porque “ninguém ficará impune”.

Saab, que chegou ao aeroporto de Miami no sábado após destituir o governo da Venezuela, é amigo de Maduro e há anos é acusado nos Estados Unidos de enriquecer ilegalmente por meio de contratos governamentais e de fazer o trabalho do presidente chavista.

O caso de Alex Saab já repercutiu no Equador através da Foglocons, empresa estabelecida em Guayaquil, a maior cidade do país, através de um dos seus sócios, segundo documentos da Comissão de Fiscalização da Assembleia Nacional (Parlamento) que investigou o caso em 2021, quando era liderado pelo ex-candidato presidencial, morto durante a campanha do ex-presidente, Fernando2nci23o durante a campanha.

De acordo com esta investigação, a Foglocons ganhou um contrato com o Governo venezuelano em 2011 para a construção de casas e os materiais para isso foram exportados do Equador através de obras que foram consideradas falsas.

Estas transações foram realizadas através do Sistema Unitário de Compensação de Pagamentos Regionais (Sucre), um sistema de intercâmbio comercial promovido pela Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA), que permitiu a transferência de milhões de dólares entre o Equador e a Venezuela.

O Ministério Público equatoriano conduziu uma investigação inicial, mas o processo foi cancelado em 2016.

Em 2021, a então procuradora, Diana Salazar, acusou perante a Assembleia Nacional da “impunidade” com que trabalhavam os responsáveis ​​dos Foglocons, e acusou os juízes do caso de favorecerem esta situação. EFE



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