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Ministério das Relações Exteriores da Bolívia responde a Gustavo Petro e rejeita sua declaração sobre uma “revolta popular”

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A declaração do presidente Gustavo Petro gerou uma resposta oficial do Ministério das Relações Exteriores da Bolívia.- crédito Iván Valencia/AP

O Itamaraty das Relações Exteriores da Bolívia falou neste domingo, 17 de maio, sobre o recente anúncio do presidente Gustavo Petro, que garantiu através da rede social que “a Bolívia enfrenta um levante popular” em meio à situação política e social que vive o país.

O comunicado do Governo boliviano foi publicado às 20h30 através de um comunicado oficial no qual manifestou o seu repúdio à declaração do presidente colombiano e reiterou a importância do respeito à soberania nacional e da não ingerência nos assuntos internos.

Na declaração, O Estado Plurinacional da Bolívia destacou que a declaração de Petro “não reflete a relação de amizade, respeito e cooperação entre os povos da Bolívia e da Colômbia”.

Além disso, o Governo boliviano garantiu que considera “interpretações ou externalidades inaceitáveis” que poderiam prejudicar a situação atual do país ou aumentar os conflitos internos.

“A Bolívia considera inaceitável qualquer interpretação ou caráter externo que prejudique a situação atual ou ajude a mitigar o conflito entre bolivianos”disse o Ministro das Relações Exteriores.

O documento também enfatizou que os desafios internos do país devem ser resolvidos através de sistemas institucionais e democráticos compatíveis com o povo boliviano.

“O Governo do Estado Plurinacional da Bolívia afirma que os desafios atuais devem ser resolvidos no âmbito da constituição, do respeito pelas instituições democráticas e através de um sistema de diálogo compatível com o povo boliviano em particular”, acrescentou.

Uma pessoa corre no terceiro dia consecutivo de manifestações sociais contra o governo Rodrigo Paz, na quarta-feira em La Paz (Bolívia) EFE/ Luis Gandarillas
A Bolívia confirmou que a extradição pode aumentar os conflitos políticos e sociais no país.- crédito EFE/ Luis Gandarillas

Um dos pontos centrais da declaração é a referência ao princípio da não ingerência nos assuntos internos de outros países, um dos pilares das relações diplomáticas na América Latina.

O Ministério das Relações Exteriores lembrou que as mudanças políticas e sociais exigidas pela Bolívia devem promover os seus cidadãos e dentro do sistema democrático estabelecido.

“As mudanças que a Bolívia exige (…) devem ser promovidas pelos próprios bolivianos, de forma pacífica, com responsabilidade democrática e pleno respeito à sua soberania”referiu-se ao documento oficial.

Da mesma forma, o Governo boliviano confirmou que neste momento há espaço para o diálogo nos setores social, político e produtivo no departamento de La Paz.

“As discussões foram convocadas e continuam nas esferas social, política e produtiva”disse o Ministro das Relações Exteriores.

Por fim, o Estado boliviano reafirma o seu compromisso com a estabilidade democrática e a busca de uma solução pacífica e institucional para a situação interna do país.

O governo boliviano rejeitou a declaração do presidente colombiano e defendeu o princípio da não intervenção. - pequeno corpo de chancelaria
O governo boliviano rejeitou a declaração do presidente colombiano e defendeu o princípio da não intervenção. – pequeno corpo de chancelaria

Os comentários da Bolívia ocorreram depois que o presidente Gustavo Petro publicou uma mensagem em sua rede social discutindo o cenário político boliviano.

Na sua declaração, o presidente colombiano assegurou esta “Bolívia enfrenta rebelião popular” e declarou que esta situação é uma resposta ao que descreveu como “arrogância geopolítica”.

Petro também anunciou que seu governo está pronto para cooperar em uma solução pacífica para a crise política boliviana, desde que haja um convite oficial.

“Meu governo está pronto, se for convidado, para encontrar uma saída pacífica para a crise política boliviana”escreveu o chefe de estado.

Na mesma mensagem, o presidente colombiano falou sobre a necessidade de fortalecer a “democracia profunda” na América Latina e falou sobre a importância do diálogo político na região.

Além disso, Petro relembrou a conversa que teve no Panamá com o presidente da Bolívia sobre o ex-presidente Jaime Paz Zamora e expressou seu desejo de abrir o diálogo para transformar a Bolívia “em uma democracia mais profunda e soberana”.

Petro garantiu nas redes sociais que a Bolívia vive uma “revolta popular” e pediu a abertura de um fórum de diálogo. - crédito @petrogustavo/X
Petro garantiu nas redes sociais que a Bolívia vive uma “revolta popular” e pediu a abertura de um fórum de diálogo. – crédito @petrogustavo/X

O anúncio do presidente colombiano e a subsequente resposta do Ministério das Relações Exteriores da Bolívia surgem em meio a uma difícil situação política na Bolívia, marcada por conflitos internos e debates sobre a liderança política e institucional do país.

Até o momento, o governo colombiano não comentou oficialmente o comunicado emitido pela Bolívia.



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